| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.06 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O aumento das perturbações mentais no sistema de justiça criminal e prisional tem se tornado uma problemática emergente. Apesar da literatura demonstrar um crescente envolvimento das mulheres no crime e uma maior propensão para padecerem de perturbação mental quando comparadas com a população geral, o conhecimento sobre qual a relação da reincidência criminal com a perturbação mental é ainda escasso. Neste sentido, o presente estudo, de cariz quantitativo, procurou analisar de forma descritiva e exploratória os processos criminais de mulheres reincidentes a cumprir pena de prisão e conhecer, de forma aprofundada, as reclusas reincidentes e as suas condições de saúde mental. Para tal, recorreu-se à análise de processos criminais de 30 mulheres reclusas reincidentes, detidas num Estabelecimento Prisional de Portugal, com uma média de idades de 47 anos (DP = 9.388). Os resultados mostram que as mulheres do presente estudo com perturbação mental têm penas menos pesadas e reincidem menos no crime. Além disso, o uso e abuso de substâncias continuam a representar um problema inquietante nos Estabelecimentos Prisionais, sendo esta a perturbação mais comum entre as mulheres reincidentes.
Descrição
Palavras-chave
reincidência crime mulheres
