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- Relação Entre Experiências Adversas na Infância e Alterações Neuropsicofisiológicas em Pessoas com Comportamento AgressivoPublication . Pereira, Lúcia Patrícia CarvalhoAs experiências adversas na infância têm sido identificadas como fatores de risco para o desenvolvimento de patologias físicas e psicológicas, manifestando-se inclusive na vida adulta. Assim, foi realizada uma revisão sistemática com o objetivo de investigar a relação entre experiências adversas na infância e alterações neuropsicológicas e psicofisiológicas associadas ao comportamento agressivo. Mediante a pesquisa de três bases de dados – Web of Science, EBSCO e Pubmed – foram analisados 16 estudos empíricos transversais e longitudinais. Publicados desde 2020 até 2024, que avaliavam a relação entre as experiências adversas na infâncias e alterações neurobiológicas em pessoas com comportamento agressivo, com metodologias de neuroimagem e medidas autonómicas. O risco de viés foi avaliado pelas listas de verificação dos Instrumentos de Avaliação e Revisão Estatística do Joanna Briggs Institute. Um total de 16 artigos analisados, 12 artigos (75%) reportaram estudos transversais, 3 estudos longitudinais (19%) e 1 estudo (7%) reportou estudos longitudinais e transversais. A revisão de 13 estudos (81%) demonstrou uma associação significativa entre adversidades precoces – como abuso físico, sexual, negligência e parentalidade severa – e alterações em regiões cerebrais ligadas ao controlo da impulsividade, como o córtex orbitofrontal, tálamo e córtex cingulado anterior.
- Assimilação das Experiências Problemáticas de Institucionalização e a Relação com o Bem-Estar na Vida AdultaPublication . Maia, Ana Rita RibeiroA institucionalização visa assegurar a proteção de crianças e jovens de situações violentas, proporcionando-lhes um desenvolvimento integral e saudável (Carvalho & Lima, 2022; Pimentel et al., 2015). O processo de institucionalização pode ser entendido como uma experiência problemática que acarreta alterações no funcionamento biopsicossocial das crianças e jovens, podendo potenciar o desenvolvimento de quadros psicopatológicos na vida adulta. De acordo com o Modelo de Assimilação, o processo de mudança ocorre mediante a assimilação gradual das experiências problemáticas no self associadas ao aumento do bem-estar. Contudo, ainda se revelam escassos os estudos sobre este tema. Neste sentido, o principal objetivo deste estudo surge da necessidade de explorar como o nível de assimilação da experiência problemática de institucionalização ocorre durante a infância ou adolescência e se relaciona com o bem-estar psicológico durante a vida adulta.
- Perceção das Mulheres Reclusas sobre as Experiências Sexuais no Contexto Prisional PortuguêsPublication . Costa, Clara Fabiana LimaO direito à sexualidade constitui um princípio fundamental dos direitos humanos. No entanto, no contexto prisional feminino, a sua efetivação revela-se particularmente complexa, uma vez que, as restrições institucionais podem comprometer a autonomia sexual, aumentando a vulnerabilidade e o bem-estar das mulheres reclusas. O presente estudo qualitativo tem como objetivo compreender as perceções das mulheres reclusas sobre as experiências sexuais dentro do contexto prisional português, explorando também as perceções sobre as respostas institucionais relacionadas com os seus direitos à saúde sexual e reprodutiva. Utilizou-se um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada para a recolha de dados junto de 12 mulheres reclusas de um Estabelecimento Prisional Feminino em Portugal. Os dados foram analisados através de uma análise temática indutiva, que permitiu identificar três temas centrais: experiências sexuais, impactos das experiências sexuais no ajustamento prisional, e direitos sexuais e reprodutivos. O estudo ofereceu uma compreensão aprofundada sobre as vivências sexuais das mulheres reclusas, bem como os seus impactos no ajustamento prisional e as respostas do estabelecimento prisional às questões relacionadas com os direitos à saúde sexual e reprodutiva.
- Comportamento Agressivo dos Jovens Universitários: O Papel da Flexibilidade Cognitiva e da Regulação Emocionalissertação de Mestrado em Psicologia Clínica Forense- Intervenção com Agressores e VítimasPublication . Ferreira, Daniela Luísa OliveiraO presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o comportamento agressivo em jovens universitários e a flexibilidade cognitiva e a regulação emocional. A amostra foi composta por 70 estudantes universitários, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, aos quais foram aplicados instrumentos validados para a população portuguesa, tais como o Buss-Perry Aggression Questionnaire (BPAQ), a Difficulties in Emotion Regulation Scale (DERS) e o Cognitive Flexibility Inventory (CFI). Assim, os resultados indicaram que níveis mais baixos de flexibilidade cognitiva se associam a níveis mais elevados de comportamento agressivo (r=-.612) enquanto maiores dificuldades na regulação emocional predizem significativamente a agressividade (r=.748). O sexo não apresentou diferenças estatisticamente significativas (t(68)=0.507 p=.614). A análise de regressão múltipla demonstrou que tanto a flexibilidade cognitiva como a regulação emocional são preditores significativos do comportamento agressivo, explicando conjuntamente uma proporção substancial da variância (β=0.757 p<.001 Regulação emocional; β=-0.753 p<.001). Estes resultados destacam a relevância de intervenções psicológicas que promovam competências de autorregulação emocional e de adaptação cognitiva, com vista à prevenção de comportamentos agressivos em contextos universitários e à promoção do bem-estar psicológico dos jovens adultos.
- Determinantes Facilitadores e Barreiras à Adesão ao Tratamento da Dor Crónica: Revisão Sistemática da LiteraturaPublication . Silva, Dora Marina Nunes Gonçalo Moreira daA dor crónica afeta uma parte significativa da população global, sendo a dor lombar uma das principais causas de incapacidade a nível mundial. Esta revisão sistemática teve como objetivo identificar os determinantes, facilitadores e barreiras à adesão ao tratamento da dor, nas vertentes farmacológica e psicológica, em pacientes adultos com dor crónica. A pesquisa seguiu as diretrizes estabelecidas na declaração PRISMA, tendo sido consideradas as seguintes bases de dados científicas: APA PsicNET, EBSCO, PUBMED e Web of Science.
