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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A resiliência do consumo de substâncias psicoativas (SPA) ao longo dos tempos tem suscitado grande interesse. O objetivo desta investigação é compreender e caracterizar, na atual sociedade portuguesa, as estratégias de gestão da utilização de SPA consideradas e implementadas por adultos/as com diferentes padrões de consumo. Concretizou-se um estudo qualitativo, com pessoas que utilizam SPA em padrões de consumo de baixo risco (BR) e de alto risco (AR), tendo os dados sido recolhidos através de entrevistas semiestruturadas e analisados seguindo uma proposta de análise temática. Os resultados evidenciam uma diversidade de estratégias de gestão dos consumos, nomeadamente, o autocontrolo sobre a quantidade e frequência da ingestão de SPA. A análise em função do padrão de consumo permite perceber que, em ambos, existem estratégias idênticas (e.g., ocultação dos consumos) e distintas (e.g., comportamentos desviantes para sustentar o consumo – AR; procurar informações sobre as SPA – BR). Em geral, verificaram-se mais comportamentos de risco do que protetores no padrão de AR e o inverso no de BR.
Descrição
Palavras-chave
substâncias psicoativas estratégias de gestão padrões de consumo
