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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente estudo analisou as perceções de estudantes de Medicina Veterinária (EMV) e estudantes de Enfermagem Veterinária (EEV) em Portugal relativamente aos conhecimentos e competências para lidar com situações de violência doméstica (VD) envolvendo animais de companhia (AC). Participaram 181 estudantes, dos/as quais 89% mulheres (X=22.3 anos; SD=4.20). Os dados foram recolhidos através de um questionário online. A maioria (75,7%) não recebeu formação específica em VD, embora 90% reconheçam os maus-tratos a AC como indicador de VD. Apenas 1.2% identificaram corretamente que os AC não são considerados vítimas especialmente vulneráveis no crime de VD, e 76.2% desconheciam restrições sobre levar AC para casas abrigo. Quanto à perceção de competências, 46.4% consideraram-se parcialmente preparados/as. A grande maioria considerou que profissionais de saúde veterinária devem reportar casos às autoridades (95%) e valorizou medidas de proteção para AC (71.8%). Foram observadas algumas diferenças estatisticamente significativas entre cursos: os/as EEV obtiveram valores significativamente superiores na associação da violência contra AC à doença mental do/a agressor/a e na referência a questões profissionais como barreira à denúncia e os/as EMV obtiveram valores significativamente superiores em responder corretamente que os AC não são vítimas especialmente vulneráveis e em salientar a necessidade de proteção das vítimas humanas e animais. A formação ou perceção de competência não se traduziu necessariamente em conhecimento suficiente, evidenciando lacunas na preparação dos/as estudantes e justificando o reforço da formação em VD envolvendo AC.
Descrição
Palavras-chave
Maus-tratos a animais Violência doméstica Animais de companhia
