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- Migrações Forçadas: Estratégias de Coping em Mulheres RefugiadasPublication . Feldmann, Ana PaulaNas últimas décadas, a intensificação dos conflitos armados tem forçado milhares de mulheres a procurar refúgio noutros países. Enquanto refugiadas, encontram-se particularmente vulneráveis a situações de desigualdade, violência e discriminação, com efeitos significativos na saúde mental. Apesar dessas adversidades, evidenciam resiliência através do desenvolvimento de estratégias de coping. Contudo, a investigação nesta área permanece limitada, sobretudo no que respeita a abordagens sensíveis ao género que reconheçam e valorizem o protagonismo das mulheres na construção do conhecimento científico. Neste sentido, a presente investigação, de caráter qualitativa, tem como objetivo principal caracterizar as experiências de migração forçada de mulheres refugiadas em Portugal e conhecer as estratégias de coping desenvolvidas por elas.
- Maus-Tratos a Animais de Companhia e Violência Doméstica: Perceções de Estudantes de Saúde Veterinária em PortugalPublication . Dias, Beatriz Ferreira da CostaO presente estudo analisou as perceções de estudantes de Medicina Veterinária (EMV) e estudantes de Enfermagem Veterinária (EEV) em Portugal relativamente aos conhecimentos e competências para lidar com situações de violência doméstica (VD) envolvendo animais de companhia (AC). Participaram 181 estudantes, dos/as quais 89% mulheres (X=22.3 anos; SD=4.20). Os dados foram recolhidos através de um questionário online. A maioria (75,7%) não recebeu formação específica em VD, embora 90% reconheçam os maus-tratos a AC como indicador de VD. Apenas 1.2% identificaram corretamente que os AC não são considerados vítimas especialmente vulneráveis no crime de VD, e 76.2% desconheciam restrições sobre levar AC para casas abrigo. Quanto à perceção de competências, 46.4% consideraram-se parcialmente preparados/as. A grande maioria considerou que profissionais de saúde veterinária devem reportar casos às autoridades (95%) e valorizou medidas de proteção para AC (71.8%). Foram observadas algumas diferenças estatisticamente significativas entre cursos: os/as EEV obtiveram valores significativamente superiores na associação da violência contra AC à doença mental do/a agressor/a e na referência a questões profissionais como barreira à denúncia e os/as EMV obtiveram valores significativamente superiores em responder corretamente que os AC não são vítimas especialmente vulneráveis e em salientar a necessidade de proteção das vítimas humanas e animais. A formação ou perceção de competência não se traduziu necessariamente em conhecimento suficiente, evidenciando lacunas na preparação dos/as estudantes e justificando o reforço da formação em VD envolvendo AC.
- Assédio Sexual no Ensino Superior: Análise das perceções e experiências de estudantesPublication . Heitor, Irís Raquel SilvaO assédio sexual é qualquer tipo de comportamento não consentido, de cariz sexual, que desrespeita a dignidade e a liberdade das vítimas, desencadeando diversas consequências que afetam a vida das mesmas. Considerando a escassez de investigação tanto a nível nacional, como internacional, o presente estudo tem como objetivo principal mapear o assédio sexual no Ensino Superior, a partir das autoperceções dos/as estudantes. A amostra é constituída por 186 estudantes, sendo que 167 autoidentificam-se como mulheres, 18 como homens e 1 como não binário. A média das idades é de 24 anos (DP=7.5). Para a recolha de dados, solicitou-se o preenchimento de um inquérito online, de carácter anónimo. Os resultados indicam que 28.6% dos estudantes relataram já ter experienciado assédio sexual no Ensino Superior, sobretudo em contexto presencial (22.3%), seguido do online (14.7%) e da violência sexual (9.8%). Os principais motivos para o não reporte destes acontecimentos revelam-se na incerteza quanto à gravidade do comportamento e à não perceção inicial como violência, acrescidos de sentimentos de desconforto, receio de não serem reconhecidos e, entre os homens, o desencorajamento da denúncia.
