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Orientador(es)
Resumo(s)
O perfil psicológico de adolescentes autores de crimes violentos permanece pouco conhecido. Este estudo avaliou a adaptação psicossocial de adolescentes brasileiros autores de homicídio e latrocínio, institucionalizados, utilizando a prova de Rorschach segundo o Sistema Aníbal Silveira (Silveira,1985), em uma amostra de jovens (N= 24; 91.66% do sexo masculino) com idades entre 14 e 20 anos (M= 17.35; DP= 1.2). Os resultados indicaram dificuldades significativas de adaptação à realidade, déficits na integração perceptivo-cognitiva, limitações na internalização de normas sociais e vínculos emocionais pouco elaborados, além de tendência à impulsividade e dificuldades no controle das emoções. Identificaram-se diferentes perfis psicológicos, variando entre déficits cognitivos, comprometimento relacional e desorganização afetivo-cognitiva, sugerindo múltiplos fatores de desadaptação psicossocial que comprometem a capacidade desses adolescentes de lidar com as demandas sociais e emocionais do cotidiano. Os achados ressaltam a necessidade de intervenções especializadas voltadas ao desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais, de modo a favorecer a reintegração social desses jovens.
Descrição
Palavras-chave
Rorschach adolescentes em conflito com a lei adaptação à realidade
