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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O acolhimento residencial constitui um recurso central na proteção de crianças e jovens em perigo, mas continua atravessado por tensões que comprometem a sua efetividade. Partindo da lacuna identificada quanto à articulação entre as perspetivas de jovens e profissionais, este estudo teve como objetivo compreender de que forma as perceções de segurança e bem-estar moldam a dinâmica e os resultados do processo de acolhimento residencial. Recorreu-se a um desenho qualitativo exploratório, baseado em entrevistas semiestruturadas a jovens e profissionais de cinco instituições de acolhimento portuguesas. A análise temática permitiu identificar dimensões centrais da experiência institucional. Os resultados revelam uma vivência ambivalente, onde segurança e bem-estar são percebidos menos como condições materiais e mais como produtos da qualidade das relações, da previsibilidade das rotinas e da coerência institucional. A segurança é essencialmente relacional, sustentada pela presença e consistência dos adultos, mas fragilizada pela rotatividade das equipas, rigidez normativa e práticas coercivas
Descrição
Palavras-chave
acolhimento residencial jovens profissionais
