INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DA MAIA Mestrado em Ciências da Educação Física e Desporto Especialização em Treino Desportivo Relatório De Estágio realizado nas Equipas Seniores de Futebol do Atlético Clube de Vila Meã e do União Nogueirense Futebol Clube na Época Desportiva 2013/2014 Supervisor: Professor Doutor Nuno Teixeira Orientadores Cooperantes: Dr. Francisco Matos Rui Araújo Relatório de Estágio com vista à obtenção de grau Mestre em Ciências da Educação Física e Desporto – Especialização em Treino Desportivo pelo Instituto Universitário da Maia Pedro Filipe De Sousa Mendes Maia, 2014 II III Índice Geral Índice de Quadros VI Índice de Figuras VIII Índice de Anexos IX Abreviaturas/Legendas X Resumo XIII Abstract XIV Capítulo I - Introdução 1 1.1 Âmbito e pertinência do Estágio 1 1.2 Objetivos do Estágio 2 1.3 Estrutura do relatório de estágio 3 Capítulo II - Atlético Clube de Vila Meã 4 1.Avaliação do contexto 5 1.1Análise da actividade: acções e tarefas desenvolvidas 5 2. Análise do envolvimento 6 2.1Região, local e envolvimento 6 2.2 Historial do clube 7 2.2 Recursos Humanos 8 2.4 Recursos Materiais 9 2.5 Quadro Competitivo 11 3. Análise dos praticantes 14 4. Periodização do treino 17 5.Observação e análise: planificação e execução 19 6. Definição de objectivos 23 6.1Objetivos da intervenção profissional 23 6.2 Objetivos a atingir com a população alvo 23 7. Resultados dos conteúdos e estratégias de intervenção profissional 24 8. Avaliação do cumprimento dos objectivos 26 Capítulo III - Análise sequencial do processo ofensivo do Atlético Clube de Vila Meã 27 IV Resumo 27 Abstract 28 1.Introdução 29 2. Metodologia 29 2.1 Desenho do estudo 29 2.2 Instrumento de observação 30 2.3 Instrumento de registo 31 2.4 Amostra observacional 31 2.5 Observação e registo 32 2.6 Análise dos dados 32 3. Apresentação e discussão dos resultados 33 3.1 Análise descritiva 33 3.2 Análise sequencial 33 3.2.1 Análise do início do processo ofensivo 33 3.2.2 Análise do desenvolvimento do processo ofensivo 35 3.2.3 Análise do final do processo ofensivo 38 4. Conclusão 40 Capítulo IV - União Nogueirense Futebol Clube 42 1.Avaliação do contexto 43 1.1 Análise da actividade: acções e tarefas desenvolvidas 43 2. Análise do envolvimento 43 2.1 Região, local e envolvimento 43 2.2 Historial do clube 43 2.3. Recursos Humanos 45 2.4 Recursos Materiais 46 3. Análise dos praticantes 49 4. Periodização do treino 52 5. Observação e análise: planificação e execução 52 6.Definição de objectivos 53 6.1Objetivos da intervenção profissional 53 6.2 Objetivos a atingir com a população alvo 53 7.Resultados dos conteúdos e estratégias de intervenção profissional 54 V 8. Avaliação do cumprimento dos objectivos 55 Capítulo V - Conclusão 55 Referências 59 Anexos 63 VI Índice de Quadros Quadro 2.1 - Histórico de competições nas últimas 10 épocas desportivas - ACVM 7 Quadro 2.2 - Direção do ACVM 8 Quadro 2.3 - Equipa Técnica do ACVM 9 Quadro 2.4 - Staff de apoio à equipa do ACVM 9 Quadro 2.5 - Lista de clubes participantes na Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP 12 Quadro 2.6 - Jogos do ACVM na Divisão D’Elite Pro-Nacional 13 Quadro 2.7 - Jogos do ACVM na Taça de Portugal 14 Quadro 2.8 - Dados do plantel sénior ACVM 15 Quadro 2.9 - Clubes representados pelos jogadores na época passada - ACVM 16 Quadro 2.10 - Treino complementar- avaliação 1 18 Quadro 2.11 - Microciclo Padrão – ACVM 18 Quadro 2.12 - Treino complementar – avaliação 2 19 Quadro 2.13 - Calendarização dos jogos dos adversários da Divisão De Elite Pro- Nacional da AFP - ACVM 20 Quadro 2.14 - Calendarização da análise dos adversários 21 Quadro 2.15 - Resultados dos jogos realizados – ACVM 24 Quadro 2.16 - Classificação geral Divisão D’Elite Pro-Nacional à17ª Jornada 25 Quadro 3.1 - Jogos pertencentes à amostra observacional 31 Quadro 3.2 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de início do processo ofensivo, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ). 34 Quadro 3.3 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de desenvolvimento do processo ofensivo, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ). 35 Quadro 3.4 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de final do processo ofensivo com eficácia, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ). 39 VII Quadro 3.5 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de final do processo ofensivo sem eficácia, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ) 42 Quadro 4.1 - Histórico de competições nas últimas 10 épocas desportivas - UNFC 44 Quadro 4.2 - Direção do UNFC 45 Quadro 4.3 - Equipa Técnica do UNFC 45 Quadro 4.5 - Jogos do UNFC na Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP 48 Quadro 4.6 - Dados do plantel sénior – UNFC 50 Quadro 4.7 - Clubes representados pelos jogadores na época passada – UNFC 51 Quadro 4.8 - Microciclo Padrão - UNFC 52 Quadro 4.9 - Calendarização dos jogos dos adversários - UNFC 52 Quadro 4.11 - Classificação geral Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP à 29ª jornada 55 VIII Índice de Figuras Figura 2.1 - Símbolo oficial do ACVM 6 Figura 2.2 - Estádio Municipal de Vila Meã (vista do exterior) 8 Figura 2.4 - Estádio Municipal de Vila Meã (vista do pelado) 9 Figura 2.3 - Estádio Municipal de Vila Meã (vista do relvado) 9 Figura 4.1 - Símbolo oficial do UNFC 44 Figura 4.2 - Estádio Municipal de Nogueira 46 IX Índice de Anexos Anexo I – Exercícios Treino Complementar 60 Anexo II – Relatório de Observação Individual 61 Anexo III – Relatório de Observação Coletiva 62 X Abreviaturas/Legendas Abreviatura (adaptado Sarmento, 2012) Descrição ACVM Atlético Clube de Vila Meã AFP Associação de Futebol do Porto AP Ataque posicional AR Ataque rápido CA Contra-ataque CC Conduta critério CJ Contexto de interação no centro de jogo DPO Desenvolvimento do processo ofensivo FPO Final do processo ofensivo IPO Início do processo ofensivo RJ Ritmo de jogo UNFC União Nogueirense Futebol Clube Legendas (Sarmento, 2012) Ifn Inferioridade numérica Ipi Recuperação da posse por interceção Ipd Recuperação da posse por desarme Ipgr Recuperação da posse por ação do guarda-redes Ipera Recuperação da posse por interrupção regulamentar a favor Ipga Recuperação da posse por golo do adversário Dpc Desenvolvimento por passe curto/médio Dpl Desenvolvimento por passe longo Dcd Desenvolvimento por condução XI Legendas Drc Desenvolvimento por receção/controle Ddr Desenvolvimento por drible Dpgr Desenvolvimento por ação do guarda-redes Dre Desenvolvimento por remate Dcz Desenvolvimento por cruzamento Dia Desenvolvimento com intervenção do adversário sem êxito Dgra Desenvolvimento por ação do guarda-redes da equipa adversária PPf Passe para a frente PPt Passe para trás PPl Passe para o lado Pdf Passe diagonal para a frente Pdt Passe diagonal para trás Pr Passe raso Pma Passe meia altura Pal Passe alto RJr Ritmo de jogo rápido RJl Ritmo de jogo lento Frd Remate dentro Fgr Remate defendido pelo guarda-redes Ffr Remate fora Fca Remate contra adversário Fld Livre direto FPc Pontapé de Canto Fgp Grande penalidade Fpga Passe para dentro da grande área adversária Fbad Recuperação da posse de bola pelo adversário Ff Lançamento para fora Fi Infração às leis de jogo FRR Final por remate XII Legendas FSOC Final atingindo o quarto ofensivo de forma controlada FLJ Final por infração às leis do jogo Pir Inferioridade relativa Pia Inferioridade absoluta Pip Igualdade Pressionada Spinp Igualdade não pressionada SPsr Superioridade relativa SPsa Superioridade absoluta Z1 Zona 1 do campograma Z2 Zona 2 do campograma Z3 Zona 3 do campograma Z4 Zona 4 do campograma Z5 Zona 5 do campograma Z6 Zona 6 do campograma Z7 Zona 7 do campograma Z8 Zona 8 do campograma Z9 Zona 9 do campograma Z10 Zona 10 do campograma Z11 Zona 11 do campograma Z12 Zona 12 do campograma XIII Resumo A aplicação do conhecimento científico no futebol tem vindo, progressivamente, a ganhar o seu espaço e influência na modalidade a nível mundial, o que se traduz num incremento na qualidade de todos os processos associados a uma equipa de futebol. Este Estágio pretende aliar os conhecimentos obtidos na formação teórica à prática na procura da competência profissional. O estágio foi realizado na equipa sénior do Atlético Clube de Vila Meã e, posteriormente na equipa sénior do União Nogueirense Futebol Clube. Ambos os clubes disputam a Divisão D’Elite Pro-Nacional da Associação de Futebol do Porto. Palavras - chave: Futebol, Observação e análise; Treino XIV Abstract The application of scientific knowledge in football has been, progressively, earning space and its influence on sport worldwide, which results in a higher quality of all processes associated with a football team. This stage aims to combine the knowledge obtained from the theoretical to the practical in the pursuit of professional competence. The stage was performed in the senior team Athletic Club Vila Mea and later the senior team Nogueirense Union Football Club. Both clubs play the D'Elite Pro- National Division Football Association of Porto. Key-words: Football; Observation and analysis; Training 1 Capítulo I - Introdução O jogo de futebol é a modalidade desportiva mais famosa em todo mundo sendo praticado em todos os países (Reilly, 1996 in Sarmento, 2012). Para Garganta (1994 in Sarmento, 2012) é, sem dúvida, o fenómeno mais marcante do final do século XX e princípio do século XXI. O Futebol partilha das mesmas caraterísticas gerais dos outros desportos coletivos. Contudo, as suas caraterísticas particulares e específicas dão-lhe identidade própria (Barbosa, 2011). As equipas de futebol podem ser consideradas sistemas complexos, hierarquizados e especializados, nas quais se tem tentado encontrar um método que permita reunir e organizar conhecimentos, procurando a interacção dinâmica entre os elementos de um conjunto, conferindo-lhe um carácter de totalidade (Garganta, 1996). O treino desportivo constitui um processo complexo, no qual o produto final resulta da convergência de múltiplos factores que radicam não apenas no domínio do conhecimento do conteúdo de treino, mas também na arte e na intuição do treinador. Segundo o mesmo autor o profundo conhecimento da modalidade em causa e de todas as variáveis que interferem no rendimento desportivo do atleta permite ao treinador fundamentar a sua organização de métodos e conteúdos de treino (Mesquita, 1997 in Barbosa, 2001). 1.1 Âmbito e pertinência do Estágio Este Estágio realizou-se com a equipa sénior de futebol do Atlético Clube de Vila Meã e, posteriormente, com a equipa sénior de futebol do União Nogueirense Futebol Clube no âmbito do Mestrado do Instituto Universitário da Maia em Ciências da Educação Física e Desporto – Especialização em Treino Desportivo. A realização 2 do estágio nestes dois clubes justifica-se pela cessação de funções no Atlético Clube de Vila Meã. Este estágio teve a colaboração do Professor Doutor Nuno Teixeira na qualidade de Supervisor e como orientadores cooperantes o Dr. Francisco Matos, treinador adjunto do Atlético Clube de Vila Meã e Rui Araújo enquanto treinador principal do União Nogueirense Futebol Clube. O Estágio pretende contribuir para realização dos objetivos do Mestrado concorrendo para a formação especializada e para conhecimento científico no contexto profissional do desporto. 1.2 Objetivos do Estágio Os objetivos do Estágio estão definidos pelo Regulamento de Estágio. Considera-se que em termos de objetivos gerais:  O Estágio deve complementar: formação teórica; desenvolvimento de métodos e técnicas de intervenção específicos; e criação de experiências pré- profissionais ao Mestrando. Para isso, os alunos devem possuir conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível que sustentando-se nos conhecimentos obtidos no decorrer do primeiro ciclo na área do Desporto os desenvolvam e aprofundem;  Revelar conhecimentos que permitam e constituam a base de desenvolvimentos e ou aplicações originais, em contexto de investigação, nas Ciências do Desporto aplicadas ao ambiente profissional;  Saber aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e de resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares na área do Desporto;  Revelar capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades 3 éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções e esses juízos, no âmbito da intervenção profissional e científica do Desporto;  Ser capazes de comunicar as suas conclusões, os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades, utilizando as metodologias abordadas no processo de formação específico da área profissional do Desporto;  Adquirir competências que lhes permitam uma aprendizagem ao longo da vida, de um modo fundamentalmente autónomo;  Conhecer com profundidade a área científica do Desporto, bem como especializar o seu conhecimento nas vertentes aplicadas da investigação, da intervenção e da formação em diversos âmbitos, que constituem as especialidades aplicadas da área principal;  Colaborar no processo de treino de um clube integrando uma equipa técnica, aplicando na prática e sob supervisão os ensinamentos obtidos curricularmente. Pretende-se que através dessa experiência o estagiário evolua para o domínio progressivo de um conhecimento prático sustentado: a competência profissional. 1.3 Estrutura do relatório de estágio O relatório de estágio está estruturado 4 capítulos. O primeiro capítulo é a introdução, no qual se faz uma abordagem ao tema do estágio, o âmbito e pertinência e os objectivos do estágio. O segundo capítulo analisa o contexto do Atlético Clube de Vila Meã e está subdividido em 8 pontos. Neste capítulo faz-se uma análise da atividade desenvolvida, no que diz respeito às acções e tarefas desempenhadas. Contém também uma análise do envolvimento, onde se carateriza a organização onde foi realizado o estágio, o espaço onde foi desenvolvido, os recursos humanos e materiais disponíveis e o quadro competitivo. Para além disso é apresentada uma 4 análise dos praticantes e a periodização do treino. Este capítulo aborda ainda a planificação e execução da observação e análise e a definição de objectivos, quer em termos de intervenção pessoal quer mais diretamente relacionados com a população-alvo. São também apresentados os resultados obtidos e ainda uma avaliação do cumprimento dos objectivos. O terceiro capítulo é um estudo de observação e análise do processo ofensivo do Atlético Clube de Vila Meã, recorrendo à técnica de análise sequencial de retardos. O quarto capítulo aborda o contexto do União Nogueirense Futebol Clube e está, à semelhança do segundo capítulo dividido em 8 pontos. É apresentada uma análise da atividade desenvolvida, em termos de acções e tarefas desempenhadas, uma análise do envolvimento, onde se carateriza a organização onde foi realizado o estágio, o espaço onde foi desenvolvido, os recursos humanos e materiais disponíveis e o quadro competitivo. É ainda apresentada uma análise dos praticantes e a periodização do treino. Este capítulo aborda ainda a planificação e execução da observação e análise e a definição de objectivos, quer em termos de intervenção pessoal quer os mais diretamente relacionados com a população-alvo. Ainda neste capítulo são apresentados os resultados conseguidos e a avaliação do cumprimento dos objetivos. O quarto capítulo consiste nas conclusões finais do Estágio. 5 Capítulo II - Atlético Clube de Vila Meã 1.Avaliação do contexto 1.1 Análise da actividade: acções e tarefas desenvolvidas Este estágio compreende diferentes acções e tarefas, tais como:  Acompanhamento ativo à equipa técnica do clube em todos os processos associados à equipa sénior;  Elaboração do material de observação e análise das equipas adversárias - relatório individual, relatório colectivo, vídeos;  Planeamento e orientação do treino físico complementar no ginásio;  Filmagem de jogos da própria equipa sempre que necessário;  Elaboração de vídeos motivacionais para a equipa sempre que solicitado;  Elaboração de apresentações animadas dos exercícios de treino sempre que solicitado. As tarefas de observação e análise serão abordadas mais à frente no ponto 5 deste capítulo. Em termos do treino físico complementar, na pré- época fez-se uma avaliação física do plantel, com o objectivo de:  Reconhecer as capacidades físicas dos jogadores;  Reconhecer as capacidades coordenativas dos jogadores;  Identificar problemas físicos nos jogadores;  Identificar diferenças significativas na relação de força concêntrica e excêntrica dos membros inferiores;  Elaborar planos de treino individualizado de acordo com as necessidades específicas de cada jogador. Estas avaliações realizaram-se no Laboratório de Movimento Humano do Instituto Universitário da Maia, em Agosto de 2013. 6 De salientar, que ao longo da época desportiva, as capacidades físicas dos atletas foram reavaliadas por forma a controlar o processo de treino. Para além das tarefas acima referidas, realizou-se a observação e análise dos jogos da própria equipa, em 6 jogos do campeonato correspondendo esse número a 3 jogos realizados em casa e 3 fora de casa. Para isso recorreu-se à análise sequencial de retardos. Esta tarefa teve o objetivo de analisar o jogo de futebol, procurando detetar e descrever padrões sequenciais de conduta caracterizando os diferentes estilos de jogo, contra-ataque, ataque rápido e ataque posicional, utilizados no processo ofensivo da equipa do Atlético Clube de Vila Meã. 2. Análise do envolvimento 2.1 Região, local e envolvimento O Atlético Clube Vila Meã está sediado em Vila Meã, concelho de Amarante. O concelho de Amarante tem uma população de 56 450 habitantes e estende-se por uma área de 301,5 quilómetros2, a que correspondem 40 freguesias, 18 ao longo da margem direita do rio Tâmega e 22 da margem esquerda, ocupando uma posição de destaque na região do Douro-Tâmega [http://www.cm-amarante.pt]. Figura 2.1 – Símbolo oficial do ACVM 7 2.2 Historial do clube O Atlético Clube de Vila Meã foi fundado em 1944, tendo na corrente data 69 anos. Não tendo acesso ao historial do clube a nível de competições desde a sua fundação por falta de informação, apresenta-se o historial mais recente, nomeadamente nos últimos 10 anos, em termos competitivos. Assim, o Atlético Clube de Vila Meã, nas últimas 10 épocas desportivas esteve presente em competições distritais e nacionais [http://www.zerozero.pt]. Quadro 2.1 – Histórico de competições nas últimas 10 épocas desportivas - ACVM Época Campeonato Taça de Portugal (elim. alcançada) 2003/2004 2004/2005 2005/2006 2006/2007 2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra 3ª Divisão Nacional 2ª Divisão Nacional 2ª Divisão Nacional 3ª Divisão Nacional 3ª Divisão Nacional 3ª Divisão Nacional 3ª Divisão Nacional 3ª Divisão Nacional AFP Divisão D’Elite Pro-Nacional Não Participou Não Participou Oitavos de final 2ª Eliminatória 2ª Eliminatória 2ª Eliminatória 3ª Eliminatória 2ª Eliminatória 3ª Eliminatória 2ª Eliminatória 1ª Eliminatória Na sua história o clube conquistou 2 títulos oficiais, nomeadamente, a Divisão de Honra da AFP na época 2004/2005 e a 3ª Divisão Nacional na época 2005/2006. Podendo-se assim afirmar que o Atlético Clube de Vila Meã conseguiu subir de divisão em 2 épocas consecutivas, chegando ao 1º escalão não-profissional do futebol português (2ª Divisão Nacional), como se pode verificar no quadro 2.1. Na presente época de 2013/2014 o clube está inserido em competições distritais e nacionais, respetivamente, Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP e Taça 8 de Portugal. Estas competições têm lugar, aquando dos jogos realizados em casa, no Estádio Municipal de Vila Meã (figura 2.2), inaugurado em 24 de Agosto 2002 e com capacidade máxima para 4500 pessoas. 2.2 Recursos Humanos Atualmente, José Eduardo Matos é o Presidente da Direção do Atlético Clube de Vila Meã. Quadro 2.2 – Direção do ACVM A equipa técnica do Atlético Clube de Vila Meã é constituída por 6 elementos como se pode verificar no quadro 2.3. Direção José Eduardo Matos Presidente David Pinheiro Vice-Presidente Jorge Carvalho Diretor Paulo Ribeiro Coordenador Técnico Artur Ferreira Coordenador Futebol Formação Figura 2.2 – Estádio Municipal de Vila Meã (vista do exterior) 9 Quadro 2.3 – Equipa Técnica do ACVM No quadro 2.4 é apresentado o Staff de apoio à equipa principal do Atlético Clube de Vila Meã. Quadro 2.4 – Staff de apoio à equipa do ACVM Staff de apoio Alex Miguel Augusto Costa Moreira Massagista Massagista Técnico de Equipamentos Técnico de Equipamentos 2.4 Recursos Materiais Equipa Técnica Nuno Teixeira Treinador Principal Francisco Matos Treinador Adjunto Álvaro Madureira Treinador Adjunto Pedro Otto Reuss Treinador de Guarda-Redes Pedro Couto Observador interno Pedro Mendes Observador externo Figura 2.3 – Estádio Municipal de Vila Meã (vista do relvado) Figura 3.4 – Estádio Municipal de Vila Meã (vista do pelado) 10 O Estádio Municipal de Vila Meã possui:  1 Campo relva natural (104 x 67 metros) – disponível para equipa sénior;  1 Campo em terra (pelado – 94 x 64 metros) – disponível para as camadas jovens  1 Ginásio;  3 Balneários;  2 Gabinetes técnicos;  1 Departamento de futebol sénior;  1 Departamento de camadas jovens;  1 Departamento médico;  Rouparia;  Banho turco;  1 Banheira de hidromassagem;  1 Banheira para banhos de gelo;  Secretaria;  Tesouraria;  Sala da Direção;  Café Bar A nível de treino no relvado o material existente é:  Balizas regulares móveis;  4 Mini Balizas;  11 Bolas Macron;  2 Barreiras móveis;  16 Varas;  40 Sinalizadores;  20 Cones;  4 Jogos de coletes. 11 O ginásio do clube possui:  1 Máquina extensora de membros inferiores;  1 Máquina flexora de membros inferiores;  2 Cicloergómetro;  1 Máquina de peitoral;  1 Máquina de dorsal;  11 Colchões;  2 Barras livres;  2 Pesos 10 kg;  2 Pesos 5 kg;  4 Pesos 1 kg;  10 Cordas. 2.5 Quadro Competitivo Na época desportiva 2013/2014 o Atlético Clube Vila Meã disputa a Divisão D’Elite da AFP. Nesta Divisão participam 20 clubes (quadro 2.5). De acordo com o regulamento da Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP, o campeonato é disputado numa única série, por pontos, a duas voltas. Os jogos da Divisão D'Elite Pro-Nacional têm a duração de 90 minutos, divididos em duas partes de 45 minutos cada, separados por um intervalo que não pode exceder os 15 minutos. Os jogos desta divisão são disputados em relvado natural ou sintético com as medidas mínimas de 100 x 64 metros. Os primeiros dois classificados sobem de divisão. Os últimos quatro descem de divisão. 12 Quadro 2.5 – Lista de clubes participantes na Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP Clubes na Divisão D’Elite Pro-Nacional – AFP Aliados F.C. Lordelo A.D. Lousada A.D.S. Pedro Da Cova A.R.S. Martinho A.C. Vila Meã C.R.P.P. Barrosas C.D. Candal C.D. Sobrado C.F. Oliveira Do Douro C.F. Serzedo F.C. Infesta F.C. Pedras Rubras Leça F.C. Padroense F.C. Rebordosa A.C. S.C. Rio Tinto U.D. Valonguense União Nogueirense F.C. U.S.C. Paredes Varzim S.C.”B” No campeonato o Atlético Clube de Vila Meã realiza 38 jogos oficiais. No quadro 2.6 estão identificadas as jornadas respeitantes ao Atlético Clube de Vila Meã. 13 Quadro 2.6 – Jogos do ACVM na Divisão D’Elite Pro-Nacional Jornada Jogo Local 1 A.R.S. Martinho x A.C. Vila Meã Santo Tirso 2 A.C. Vila Meã x C.F. Serzedo Vila Meã 3 A.D.S. Pedro da Cova x A.C. Vila Meã S. Pedro da Cova 4 A.C. Vila Meã x F.C. Infesta Vila Meã 5 Padroense F.C. x A.C. Vila Meã Matosinhos 6 A.C. Vila Meã x C.R.P.P. Barrosas Vila Meã 7 Leça F.C. x A.C. Vila Meã Leça da Palmeira 8 A.C. Vila Meã X S.C. Rio Tinto Vila Meã 9 U.D. Valonguense x A.C. Vila Meã Valongo 10 A.C. Vila Meã x C.D. Candal Vila Meã 11 A.C. Vila Meã x U.S. Paredes Vila Meã 12 Varzim S. C. “B” x A.C. Vila Meã Póvoa do Varzim 13 A.C. Vila Meã x Aliados F.C. Lordelo Vila Meã 14 F.C. Pedras Rubras x A.C. Vila Meã Pedras Rubras 15 A.C. Vila Meã x C.F. Oliveira do Douro Vila Meã 16 A.D. Lousada x A.C. Vila Meã Lousada 17 A.C. Vila Meã x União Nogueirense F.C. Vila Meã 18 C.D. Sobrado x A.C. Vila Meã Valongo 19 A.C. Vila Meã x Rebordosa A.C. Vila Meã 20 A.C. Vila Meã x A.R. S. Martinho Vila Meã 21 C.F. Serzedo x A.C. Vila Meã Serzedo 22 A.C. Vila Meã x A.D. S. Pedro da Cova Vila Meã 23 F.C. Infesta x A.C. Vila Meã Matosinhos 24 A.C. Vila Meã x Padroense F.C. Vila Meã 25 C.R.P.P. Barrosas x A.C. Vila Meã Felgueiras 26 A.C. Vila Meã x Leça F.C. Vila Meã 27 S.C. Rio Tinto x A.C. Vila Meã Rio Tinto 28 A.C. Vila Meã x U.D. Valonguense Vila Meã 29 C.D. Candal x A.C. Vila Meã Gaia 30 U.S. Paredes x A.C. Vila Meã Paredes 14 31 A.C. Vila Meã x Varzim S.C. “B” Vila Meã 32 Aliados F.C. Lordelo x A.C. Vila Meã Lordelo 33 A.C. Vila Meã x F.C. Pedras Rubras Vila Meã 34 C.F. Oliveira do Douro x A.C. Vila Meã Gaia 35 A.C. Vila Meã x A.D. Lousada Vila Meã 36 União Nogueirense F.C. x A.C. Vila Meã Maia 37 A.C. Vila Meã x C.D. Sobrado Vila Meã 38 Rebordosa A.C. x A.C. Vila Meã Rebordosa De acordo com o regulamento da Taça de Portugal, esta competição é disputada por 156 clubes e tem um formato de eliminatória, no total são 7, para além da final. Na Taça de Portugal o Atlético Clube de Vila Meã realiza um jogo correspondente à 1ª eliminatória (quadro 2.7). Quadro 2.7 – Jogos do ACVM na Taça de Portugal Eliminatória Jogo Local 1ª A.D. Oliveirense x A.C. Vila Meã Famalicão 3. Análise dos praticantes A equipa sénior do clube é constituída por 24 jogadores. Alguns dados individuais dos jogadores do plantel sénior do Atlético Clube de Vila Meã são apresentados no quadro 2.8. 15 Quadro 2.8 – Dados do plantel sénior ACVM Número Nome Nacionalidade Idade Posição Pé Prefer. 1 Nélson Portuguesa 28 Guarda-Redes D 2 Jorge Guerra Portuguesa 30 Defesa Central D 3 Perry Barbosa Portuguesa 23 Médio Centro D 5 André Santos Portuguesa 21 Defesa Central D 6 Marco Alves Portuguesa 33 Defesa Central D 7 Daniel Sampaio Portuguesa 23 Defesa Central D 8 Gil Cunha Portuguesa 24 Médio Centro D 9 Pedro Oliveira Portuguesa 23 Ponta de Lança D 10 João Mesquita Portuguesa 21 Ext. Esquerdo D 11 João Van Zeller Portuguesa 23 Extremo Direito E 12 Rui Teixeira Portuguesa 19 Guarda-Redes D 13 Pacheco Portuguesa 20 Médio Ofensivo D 14 Ricardo Morais Portuguesa 23 Defesa Direito D 15 Mário Cunha Portuguesa 19 Def. Esquerdo E 16 João Reuss Portuguesa 23 Ext. Esquerdo D 17 Tiago Vieira Portuguesa 20 Defesa Dir/Esq. D e E 18 Ismael Pinto Portuguesa 20 Ext. Esquerdo D 19 Rúben Carvalho Portuguesa 20 Defesa Direito D 20 Pedrinho Portuguesa 25 Def. Esquerdo E 21 Alex Portuguesa 25 Médio Ofensivo D 22 Filipe Lemos Portuguesa 33 Médio Centro D 23 Zé Reuss Portuguesa 19 Ponta de Lança D 24 João Carlos Portuguesa 20 Guarda-Redes D 25 Paulo Ferreira Portuguesa 20 M. Defensivo D M=23,125 De acordo com o quadro 2.8 o plantel é constituído por 3 guarda-redes, 9 defesas, 6 médios e 6 avançados. Dos 24 jogadores do plantel, 20 têm o pé direito 16 como pé preferencial, 3 o pé esquerdo e 1 é ambidestro. O plantel tem uma média de idades de 23 anos. Quadro 2.9 – Clubes representados pelos jogadores na época passada - ACVM Nome Clube na época passada Nélson A.C. Vila Meã Jorge Guerra Citânia de Sanfins Perry Barbosa A.C. Vila Meã André Santos A.C. Vila Meã Marco Alves A.C. Vila Meã Daniel Sampaio A.C. Vila Meã Gil Cunha A.C. Vila Meã Pedro Oliveira A.C. Vila Meã João Mesquita A.C. Vila Meã João Van Zeller F.C. Foz Rui Teixeira A.C. Vila Meã Pacheco A.C. Alfenense Ricardo Morais Ponte da Barca Mário Cunha A.D. Lousada João Reuss A.D. Grijó Tiago Vieira A.C. Vila Meã Ismael Pinto F.C. Penafiel Rúben Carvalho A.C. Vila Meã Pedrinho A.C. Vila Meã Alex Rebordosa A.C. Filipe Lemos F.C. Lixa Zé Reuss G.D. Chaves João Carlos Rio Ave F.C. Paulo Ferreira F.C. Penafiel O quadro 2.9 apresenta o passado mais recente dos jogadores que compõem o plantel sénior do Atlético Clube de Vila Meã. De acordo com o quadro, 11 17 jogadores permaneceram no plantel, sendo que os restantes 13 atletas entraram este ano no clube. 4. Periodização do treino Como mencionado no ponto 1.1 deste capítulo, para efeitos do treino complementar no ginásio a equipa realizou os testes de pré-época no Instituto Universitário da Maia a 27 de Julho de 2013. A avaliação dividiu-se em 5 componentes:  Isocinética;  Antropometria: peso e índice de massa gorda;  Impulsão vertical: Squat Jump; CMJ; salto livre; apoio membro inferior direito; apoio membro inferior esquerdo;  Coordenação motora;  Flexibilidade: sit & reach. . Na máquina isocinética cada jogador realizou 5 repetições máximas de flexão (concêntrica e excêntrica) e extensão (concêntrica) do joelho para avaliar a relação agonista/antagonista. Para determinar o peso e o índice de massa gorda utilizou-se uma balança digital Corpus II. Para avaliar a impulsão vertical usou-se um tapete de contato (Axon Jump V2.01, Argentina) que possui um cronómetro com precisão em milésimos de segundo, sendo que a altura alcançada é calculada através das fórmulas da física clássica, conhecendo-se a aceleração da gravidade local e o tempo de salto. Cada jogador realizou 5 saltos, sendo eles o squat jump, o counter movement jump, o salto livre, salto a um apoio membro inferior direito e salto a um apoio membro inferior esquerdo. 18 O sit & reach foi o teste realizado pelos atletas para avaliar a flexibilidade. Depois de obtidos os resultados, analisou-se os mesmos e enumerou-se as capacidades físicas a desenvolver em cada jogador a nível do treino no ginásio (quadro 2.10). Quadro 2.10 – Treino complementar - avaliação 1 Treino Complementar Cardio Força Flexibilidade Coordenação Nº jogadores 11 23 8 2 Este treino complementar de ginásio tem um carácter funcional, pelo que os exercícios realizados são com o próprio peso corporal do jogador e/ou com a barra livre e/ou com halteres. O plano individual de cada jogador foi afixado no ginásio bem como os exercícios a realizar (anexo I). O volume, a intensidade e a densidade do treino variou consoante as necessidades de cada jogador. Este treino complementar realizado no ginásio foi realizado das 19 às 19H30, 30 minutos antes de cada treino no relvado (quadro 2.11). Os treinos no relvado nunca excedem os 90 minutos. Quadro 2.11 – Microciclo Padrão – ACVM 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Domingo Ginásio Folga Ginásio Ginásio Ginásio Folga Jogo Relvado Relvado Relvado Relvado Posteriormente à primeira avaliação física no Instituto Universitário da Maia, realizou-se uma nova avaliação por forma a determinar a evolução do processo de treino. Essa avaliação realizou-se no ginásio do clube a 6 de Setembro e, desta vez avaliou-se apenas a potência na impulsão vertical usando o mesmo tapete de contato (Axon Jump V2.01, Argentina) e o peso e o índice de massa gorda usando a mesma balança digital Corpus II. 19 Depois de analisar os resultados obtidos atualizou-se o plano de treino de cada jogador atendendo ao fato de terem melhorado ou não as suas capacidades. Verificou-se que alguns jogadores desenvolveram a sua capacidade aeróbia, pelo que passaram a treinar de acordo com os resultados da nova avaliação. Quadro 2.12 – Treino complementar – avaliação 2 Treino Complementar Cardio Força Flexibilidade Coordenação Nº jogadores 7 20 8 2 O quadro 2.12 refere-se ao número de jogadores que, após a segunda avaliação necessitavam de treino complementar. De referir que, 3 jogadores não realizaram esta avaliação por estarem lesionados. Posteriormente a estas avaliações, realizou-se um teste de velocidade de 30 metros. No teste foram usados dois pares de células fotoelétricas com altura de 1 metro, estando um par situado na linha inicial e o outro par na linha final a 10 metros e posteriormente a 30 metros. Cada jogador teve direito à realização de 1 sprint. Este tipo de teste teve o objetivo de determinar, objetivamente, os atletas mais rápidos do plantel. 5. Observação e análise: planificação e execução A planificação dos jogos das equipas adversárias é um aspeto importante na observação e análise ao permitir uma melhor organização nesta área. O quadro 2.13 representa a calendarização da observação e filmagem dos jogos dos adversários. 20 Quadro 2.13 - Calendarização dos jogos dos adversários da Divisão De Elite Pro-Nacional da AFP - ACVM Jª Jogo Jª Jogo observado 1 S. Martinho x A.C. Vila Meã 1 S. Pedro da Cova x Rio Tinto 2 A.C. Vila Meã x Serzedo 2 Valonguense x S.P. Da Cova 3 S. Pedro da Cova x A.C. Vila Meã 3 Padroense x Rio Tinto 4 A.C. Vila Meã x Infesta 4 Rio Tinto x Barrosas 5 Padroense x AC Vila Meã 5 Leça x Rio Tinto 6 A.C. Vila Meã x Barrosas 6 Valonguense x Leça 7 Leça x A.C. Vila Meã 7 Rio Tinto x Valonguense 8 A.C. Vila Meã X Rio Tinto 8 Valonguense x Candal 9 U.D. Valonguense x A.C. Vila Meã 9 Rio Tinto x Paredes 10 A.C. Vila Meã x C.D. Candal 10 Varzim B x Rio Tinto 11 A.C. Vila Meã x Paredes 11 Rio Tinto x Aliados Lordelo 12 Varzim “B” x A.C. Vila Meã 12 Pedras Rubras x Rio Tinto 13 A.C. Vila Meã x Aliados Lordelo 13 Rio Tinto x Oliveira Douro 14 Pedras Rubras x A.C. Vila Meã 14 Lousada x Rio Tinto 15 A.C. Vila Meã x Oliveira do Douro 15 Rio Tinto x Nogueirense 16 Lousada x A.C. Vila Meã 16 Sobrado vs Rio Tinto 17 A.C. Vila Meã x União Nogueirense 17 Rio Tinto vs Rebordosa 18 C.D. Sobrado x A.C. Vila Meã Obs.: cessação de funções Como acima apresentado no quadro 2.13, a observação e filmagem do jogo do adversário respeitante aos jogos do campeonato foi realizada duas jornadas antes do jogo tendo em conta o fato da nossa equipa jogar em casa ou fora contra determinado adversário. Desta forma, aquando dos jogos realizados em nossa casa realizou-se a observação e filmagem do adversário quando este jogou fora. De referir que as equipas adversárias nas duas primeiras jornadas do campeonato foram observadas nos vários jogos que realizaram durante a pré-época. Como o jogo respeitante à 1ª eliminatória da Taça de Portugal foi o primeiro jogo oficial realizado pela nossa equipa na presente época, a observação e filmagem dos jogos do adversário, no caso a Associação Desportiva Oliveirense, foi realizada através dos jogos que esta equipa realizou durante a pré-época. 21 Para além do referido, interessa ainda destacar que esta calendarização permitiu filmar vários jogos dos vários adversários ao longo do tempo, tendo como mínimo de dois jogos observados por adversário, podendo ser amigáveis e/ou oficiais. Nota ainda para o fato de no quadro 2.13 estar identificado o momento da cessação de funções no clube, pelo que qualquer registo de atividade posterior seria desnecessário. Quadro 2.14 - Calendarização da análise dos adversários Dia Tarefa Domingo 2ª Feira Observação e filmagem do jogo do adversário Entrega do Relatório de Observação Individual Entrega do Relatório de Observação Coletiva 3ª Feira a Sábado Elaboração do Relatório de Observação Individual Elaboração do Relatório de Observação Coletiva Edição de 2 vídeos dos pontos fortes e fracos Pesquisa de informação adicional na internet acerca do adversário A calendarização da análise dos adversários (quadro 2.14) obedece a uma determinada lógica e sequência temporal de tarefas. Através do recurso aos vídeos dos jogos das equipas adversárias elaborou-se os relatórios escritos (individual e coletivo). O relatório individual (anexo II), em formato Excel, contém:  Nome do atleta;  Nacionalidade;  Posição;  Número da camisola;  Idade;  Peso; 22  Altura;  Pé preferencial;  Observações. Para além dos elementos referidos, tem ainda a média de idades, do peso e da altura dos jogadores. No relatório está ainda identificado o treinador da equipa. No relatório coletivo (anexo III), feito em powerpoint e depois convertido em pdf, deve constar parâmetros de análise determinados pela equipa técnica. Esses parâmetros são:  Sistema (s) de jogo utilizado (s);  Método de jogo preferencial;  Transição ofensiva;  Organização ofensiva;  Transição defensiva;  Organização defensiva;  Bolas paradas (ofensivas e defensivas): cantos, livres diretos e indirectos, lançamentos laterais;  Combinações ofensivas;  Pontos fortes;  Pontos fracos;  Organizador (es) de jogo;  Jogadores mais influentes;  Jogadores adaptados;  Jogadores indisponíveis;  Outras observações. 23 6. Definição de objectivos 6.1 Objetivos da intervenção profissional No âmbito da observação e análise das equipas adversárias, os procedimentos descritos no ponto anterior têm como objectivos:  Conhecer a equipa adversária;  Identificar forças e debilidades dos adversários;  Estabelecer estratégias da equipa para cada jogo;  Melhorar o rendimento desportivo coletivo da equipa. 6.2 Objetivos a atingir com a população alvo Na época desportiva 2013/2014 o Atlético Clube Vila Meã, disputa a Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP e a Taça de Portugal. Para esta época o clube estabeleceu como principais objetivos competitivos:  A manutenção na Divisão De Elite Pro-Nacional da AFP;  Alcançar a 3ª eliminatória da Taça de Portugal. A nível individual do treino complementar elaborado para os atletas visa especificamente:  A melhoria do sistema cardiovascular;  A perda de massa gorda;  A melhoria dos índices de força;  Correções de diferenças na relação de força concêntrica e excêntrica dos membros inferiores;  A melhoria de níveis de flexibilidade;  A melhoria da performance desportiva individual;  A melhoria da performance desportiva coletiva da equipa. 24 7. Resultados dos conteúdos e estratégias de intervenção profissional Tendo a época começado a 15 de Julho, a equipa realizou o seu primeiro jogo oficial cerca de 45 dias depois, a 1 de Setembro, jogo refente à 1ª eliminatória da Taça de Portugal. Posteriormente, realizou vários jogos da Divisão D’Elite Pro- Nacional até à 17ª jornada, altura em que a equipa técnica cessou funções no clube. No quadro 2.15 são apresentados os resultados obtidos. Quadro 2.15 – Resultados dos jogos realizados - ACVM Data Jª Competição Adversário Local Resultado 1/09/2013 1ªElim. T. Portugal A.D. Oliveirense C 2 – 3 15/9/2013 1 Elite S. Martinho F 2 – 6 22/9/2013 2 Elite Serzedo C 2 – 1 27/9/2013 3 Elite S. Pedro Da Cova F 2 – 3 6/10/2013 4 Elite Infesta C 1 – 0 13/10/2013 5 Elite Padroense F 0 – 3 20/10/2013 6 Elite Barrosas C 3 – 2 27/10/2013 7 Elite Leça F 2 – 1 3/11/2013 8 Elite Rio Tinto C 0 – 2 10/11/2013 9 Elite Valonguense F 2 – 1 17/11/2013 10 Elite Candal C 3 – 5 24/11/2013 11 Elite Paredes C 1 – 3 1/12/2013 12 Elite Varzim B F 3 – 0 8/12/2013 13 Elite Aliados Lordelo C 2 – 2 15/12/2013 14 Elite Pedras Rubras F 1 – 2 22/12/2013 15 Elite Oliveira do Douro C 1 – 2 5/1/2014 16 Elite Lousada F 0 – 1 12/1/2014 17 Elite Nogueirense C 1 – 1 25 À 17ª jornada a equipa ocupava o 13º lugar da classificação geral (quadro 2.16), com 6 vitórias, 2 empates e 9 derrotas. Pode-se dizer que, apesar do 13º lugar a equipa estava, todavia, dentro do objectivo delineado para esta competição, nomeadamente a manutenção. Quadro 2.16 – Classificação geral Divisão D’Elite Pro-Nacional à17ª Jornada Equipa J V E D GM GS Pontos 1º Sobrado 17 12 3 2 26 2 39 2º Pedras Rubras 17 9 6 2 24 11 33 3º Oliveira do Douro 17 8 6 3 32 23 30 4º Aliados Lordelo 17 6 10 1 32 21 28 5º Paredes 17 7 7 3 27 20 28 6º S. Martinho 17 8 3 6 23 20 27 7º Serzedo 17 8 3 6 33 18 27 8º Candal 17 6 8 3 23 21 26 9º Rio Tinto 17 7 5 5 25 24 26 10º Varzim B 17 7 4 6 20 16 25 11º Padroense 17 6 4 7 25 22 22 12º Valonguense 17 5 6 6 21 28 21 13º A.C. Vila Meã 17 6 2 9 27 35 20 14º Barrosas 17 6 1 10 17 21 19 15º Lousada 17 5 3 9 20 27 18 16º Rebordosa 17 5 3 9 16 25 18 17º Nogueirense 17 3 8 6 19 28 17 18º Leça 17 3 6 8 8 19 15 19º S.Pedro Da Cova 17 4 2 11 17 33 14 20º Infesta 17 2 4 11 10 21 10 26 8. Avaliação do cumprimento dos objectivos Em termos do processo de treino realizado no ginásio, pode-se dizer que os objectivos establecidos não foram cumpridos porque este tipo de trabalho ficou suspenso a determinada altura, inviabilizando assim a sua operacionalização e cumprimento integral dos objetivos. Decidiu-se suspender por tempo indeterminado esta componente do treino por se sentir que os jogadores, na sua maioria, não desempenhavam corretamente o que lhes era pedido neste tipo de trabalho. Relativamente ao rendimento desportivo nas provas oficiais, pode-se dizer que os objetivos também não foram cumpridos. Na Taça de Portugal, o objectivo establecido de alcançar a 3ª eliminatória não foi conseguido, pese embora o bom jogo realizado contra a A.D. Oliveirense, equipa de uma divisão superior – Campeonato Nacional Seniores. A derrota no prolongamento por 3 – 2 inviabilizou a passagem à fase seguinte. No que diz respeito à Divisão D’Elite Pro-Nacional, à 17ª jornada a equipa ocupava a 13º lugar, estando dentro do objetivo establecido da manutenção. Porém, decidiu-se terminar funções no clube por se achar que tendo em conta a qualidade mediana do plantel não haveria espaço para melhorias significativas e por sentir-se falta de motivação no grupo. 27 Capítulo III - Análise sequencial do processo ofensivo do Atlético Clube de Vila Meã Resumo O presente estudo teve como propósito estudar o jogo de futebol procurando, determinar variáveis comportamentais, espaciais e contextuais que permitam caraterizar e diferenciar os métodos de jogo ofensivo na equipa do Atlético Clube de Vila Meã. Recorreu-se à metodologia observacional para a recolha de dados, mediante um desenho de estudo nomotético/seguimento/multidimensional. Foram registadas as sequências ofensivas de 6 jogos da equipa do Atlético Clube de Vila Meã da época desportiva 2013/2014. Para a realização da análise sequencial de retardos foi utilizado o software SDIS-GSEQ. Os resultados desta análise permitiram concluir que: i) no processo ofensivo, existem condutas que ativam determinadas condutas em detrimento de outras, permitindo a determinação de padrões sequenciais de conduta; ii) o jogo de futebol, pelo fato de ser praticado em contexto de cooperação e oposição, caracteriza-se por alguma variabilidade relativamente às sequências ofensivas; iii) existem relações ativadas mais frequentemente entre determinadas condutas e que aumentam a probabilidade de finais das sequências ofensivas com eficácia, variando em função do método de jogo ofensivo da equipa analisada; iv) condutas como o drible, o remate, o cruzamento, o duelo e a intervenção do adversário sem êxito são consideradas de maior pendor ofensivo por estarem mais associadas ou por precederem situações de pré-finalização, ou então, porque excitam finais do processo ofensivo. Palavras-chave- Futebol; Metodologia observacional; Padrões do jogo 28 Chapter III - Sequential analysis of the offending process of Athletic Club Vila Mea Abstract The present study aimed to study the game of football looking to determine behavioral, spatial and contextual variables allowing characterize and differentiate the methods of attacking play in the Athletic Club Vila Mea team. Applealed to the observational methodology for the collection of data though a drawing of nomothetic/tracking/multidimensional study. Were recorded offensive sequencial in 6 games of the Athletic Club Vila Mea in the season 2013/2014. The software SDIS-GSEQ was used to perform the sequential analysis. The results of this analysis showed that: i) in the offensive process, there are behaviors that stimulate certain behaviors over others, allowing the determination of sequencial behavior patterns; ii) the football game, in fact that its practiced in the context of the cooperation and opposition, is characterize by some variability regarding offensive sequences; iii) there are stimulated relationships more often that certain behaviors have with each other that increase the likelihood of end the offensive sequences effectively, varying according to the method of attacking play of team analyzed; iv) behaviors such as dribbling, the shot, the crossing, the duel and the intervention of the opponent without success are considered most offensive bias because they are usually more related or precede situations of pre-completion, or else because excite the offensive process end. Keywords: Football; Observational methodology; Standards game 29 1. Introdução Todos os agentes do jogo, concorrendo no papel de observadores, permitem dizer que não existe uma só análise de jogo, mas tantas as filosofias subjacentes às suas conceções (Bacconi & Marella, 1995 in Laranjeira, 2009). De acordo com Castelo (1994), o futebol, relativamente aos outros jogos desportivos colectivos, apresenta uma supremacia da defesa sobre o ataque, o que faz com que um dos grandes problemas consista em encontrar oportunidades de finalização. O jogo de Futebol carateriza-se pela constante alternância entre estados de ordem e desordem, estabilidade e instabilidade (Garganta, 2001), o que torna a sua observação e análise mais complicada dado as diferentes estruturas de pensamento dos observadores (Carling, 2005 in Sarmento, 2012). A observação e análise do jogo possibilita a identificação das variáveis que condicionam a performance das equipas e dos jogadores, influenciando de forma decisiva o desenvolvimento do processo de treino (Borrie, et al., 2002; Castelo, 2009; Garganta, 2007; Lago, 2009 in Sarmento, 2012) e a gestão das equipas durante a competição, visto que, a partir da análise de prestações obtidas em competições anteriores, se antecipam e recriam cenários previsíveis no futuro (McGarry, Anderson, Wallace, Hughes, & Franks, 2002 in Sarmento, 2012). Sarmento (2012) considera que uma das variáveis a ter em conta é o estilo de jogo, muito usado atualmente pelos vários intervenientes no futebol: os treinadores, adeptos, comentadores, etc.. Contudo, para o autor, esta variável é influenciada por vários fatores, como a estratégia ou forma como a equipa deve jogar, aspetos históricos do clube, tal como a sua identidade e as suas tradições, bem como situações específicas do jogo como os oponentes e as diversas situações de jogo. 2. Metodologia 2.1 Desenho do estudo De acordo com Anguera, Blanco e Losada (2001) e Sarmento (2012), o desenho do estudo definido é do tipo nomotético/seguimento/multidimensional: i) 30 nomotético - porque se registam os comportamentos dos jogadores/equipa em interação contínua como o adversário; ii) seguimento – porque os dados são registados de forma contínua no tempo; iii) multidimensional – porque são vários os níveis de resposta analisados, utilizando um sistema misto de formato de campo com sistemas de categorias. 2.2 Instrumento de observação A elaboração do instrumento de observação afigura-se como a primeira de quatro grandes fases a seguir na metodologia observacional, estando grande parte do êxito do estudo relacionado com a correta delimitação da(s) conduta(s) e da situação de observação (Sarmento, 2012). Utilizou-se o instrumento desenvolvido e validado por Sarmento et. Al. (2010). As macro-categorias ou critérios axiais do estudo foram eleitas em função dos objetivos do estudo, permitindo contextualizar a ação ofensiva, contudo, tendo igualmente em conta a lógica de leitura de jogo desde a recuperação da posse da bola, passando pelo desenvolvimento da sequência ofensiva e sua finalização:  Critério 1 – Contextualização da sequência ofensiva  Critério 2 – Método de jogo ofensivo  Critério 3 – Início do processo ofensivo  Critério 4 – Desenvolvimento do processo ofensivo  Critério 5 – Final do processo ofensivo  Critério 6 – Direção e sentido do passe  Critério 7 – Altura do passe  Critério 8 – Ritmo de jogo  Critério 9 – Caraterização espacial  Critério 10 – Contexto de interacção no centro do jogo. 31 Os critérios anteriormente enunciados foram elaborados através de um sistema de categorias exaustivo e mutuamente excluente (critério um, dois, nove e dez), ou com um caráter aberto (critérios três a oito). 2.3 Instrumento de registo Com o objetivo de efetuar o registo e codificação das condutas a observar, para efetuar o registo e codificação das condutas a observar, elaborou-se uma folha de cálculo no software “Microsoft Excel”, com macros VBA (Visual Basic for Aplication). 2.4 Amostra observacional A amostra deste estudo corresponde a 6 jogos oficiais referentes à Divisão D’Elite Pro-Nacional da equipa sénior de futebol do Atlético Clube de Vila Meã na época desportiva 2013/2014. Esses seis jogos foram observados em seis sessões, tendo-se observado em cada uma delas apenas as sequências ofensivas da equipa. A escolha desta amostra justifica-se pelo fato de estes jogos terem sido realizados nas primeiras jornadas do campeonato. Quadro 3.1 – Jogos pertencentes à amostra observacional Sessão Jogo Local 1 A.R.S. Martinho x A.C. Vila Meã Santo Tirso 2 A.C. Vila Meã x C.F. Serzedo Vila Meã 3 A.D.S. Pedro da Cova x A.C. Vila Meã S. Pedro da Cova 4 A.C. Vila Meã x F.C. Infesta Vila Meã 5 A.C. Vila Meã x C. R. P. P. Barrosas Vila Meã 6 Leça F.C. x A.C. Vila Meã Leça da Palmeira 32 2.5 Observação e registo Para a realização deste estudo, recorreu-se à observação de imagens gravadas em vídeo pelo observador interno, Pedro Couto, dos jogos da equipa do Atlético Clube de Vila Meã. O registo dos dados foi realizado de uma forma sequencial de acordo com a ordem em que ocorriam os eventos correspondentes a cada código durante cada sequência ofensiva, ou seja, sequencialmente. Para tal, utilizou-se a folha de cálculo elaborada para o efeito, ficando os dados registados diretamente numa folha em excel, sendo posteriormente transferidos para uma folha de trabalho no programa word e, finalmente, copiados para um ficheiro do programa SDIS-GSEQ 5.1., de acordo com o formato específico requerido por este software. 2.6 Análise dos dados Para analisar os dados observados, numa primeira fase foram criadas distintas bases de dados, a partir das quais se efetuaram os procedimentos necessários para a consecução dos objetivos propostos. Os dados relativos às seis sessões de observação foram registados diretamente em folhas do excel. Terminado o registo, os ficheiros foram copiados para uma única folha Word onde se efetuaram, manualmente, todas as operações necessárias para o seu reconhecimento pelo software SDIS-QGES. Posteriormente, os dados do ficheiro word foram copiados para o software SDIS-GSEQ para windows (versão 5.1), dando origem a um ficheiro MSD, a partir do qual se realizou a análise sequencial, pela técnica de retardos ou de transições (lag method). Com este intuito, e de acordo com Sarmento (2010), definiram-se condutas critério e as condutas objeto nas prespetivas prospetiva, retrospetiva e retrospetiva-prospetiva. 33 O processo de determinação da excitatoriedade da relação entre as condutas critério e as condutas objeto decorreu do seguimento dos seguintes preceitos: i) as cadeias de retardo serão tão longas quanto maior for a existência de continuidade excitatória entre as condutas critério e as condutas objeto, nunca excedendo os 5 retardos, tanto prospetivamente como retrospetivamente; ii) só se considera as transições cujo valor z fosse igual ou superior a 1,96, por ser este o valor que representa uma maior probabilidade de transição que o esperado pelo mero conceito de sorte ou acaso, existindo assim uma dependência excitatória ou positiva (Bakeman & Gottman, 1989 in Sarmento, 2012). 3. Apresentação e discussão dos resultados 3.1 Análise descritiva Através da análise descritiva do número de sequências ofensivas codificadas foi possível observar que o ataque rápido (AR), foi o método de jogo ofensivo mais utilizado pela equipa do Atlético Clube de Vila Meã (51%) e, o segundo mais utilizado foi o contra-ataque (CA) com 26%. O método de jogo ofensivo menos utlizado foi o ataque posicional (AP) com 23%. 3.2 Análise sequencial 3.2.1 Análise do início do processo ofensivo 34 Quadro 3.2 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de início do processo ofensivo, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ) Início do Processo Ofensivo AC Vila Meã R+1 R+2 R+3 R+4 R+5 Interceção Dcd(3,01) Dpl(3,04) Z6(2,07) Pal(3,12) RJr(4,28) Ddr(2,05) Z7(2,72) Pal(2,27) RJr(5,24) Spinp(2,23) RJr(4,56) Z10(2,03) Z12(2,82) RJr(4,46) Desarme Drc(2,02) Z8(2,27) RJr(3,34) Dia(2,63) PPl(2,14) Pir(3,19) RJr(2,80) Pir(2,66) RJr(2,60) Z4(2,66) Pir(2,14) RJr(3,09) Fbad(2,65) PPl(3,60) RJr(3,00) Ação do guarda-redes Drc(2,02) Z2(2,52) PFr(2,77) Spsa(2,50) Z4(2,06) PFr(2,83) PPl(2,29) SPsr(2,04) Fpc(2,65) Z7(1,97) RJl(2,18) Interrupção regulamentar a favor Z10(2,01) Z12(2,85) Pdt(2,21) RJl(4,12) Z10(2,14) Z12(2,03) RJl(5,86) RJl(6,17) Z2(1,96) RJl(5,25) RJl(4,74) Os resultados sugerem que o início do processo ofensivo por interceção da bola ativa com frequência uma condução de bola. Prospetivamente, o processo ofensivo desenvolve-se por passe longo e alto na zona 6, comportamento que aumenta o ritmo de jogo. O processo ofensivo tende a desenvolver-se em contextos de interação de igualdade não pressionada. A recuperação da bola por desarme ativa uma receção de bola, frequentemente na zona 8 e com um ritmo de jogo rápido. Prospetivamente, o processo ofensivo desenvolve-se em contextos de interacção desfavoráveis, ou seja, em inferioridade numérica. Este fato tende a ativar um passe para o lado, ou até possivelmente a recuperação de bola por parte do adversário. No que diz respeito ao início do processo ofensivo por acção do guarda-redes verifica-se com frequência um passe para a frente na zona 2, em contextos de interação de superioridade absoluta. Prospetivamente constata-se que o processo ofensivo desenvolve-se corredor esquerdo (zonas 4 e 7) e pode, com regularidade, originar finais por pontapé de canto com contextos de interação de superioridade relativa. 35 Na recuperação da bola por interrupção regulamentar a favor verifica-se com frequência o passe diagonal para trás nos corredores laterais e no último terço do campo (zonas 10 e 12). O processo ofensivo tende a desenvolver-se sempre com um ritmo de jogo lento. 3.2.2 Análise do desenvolvimento do processo ofensivo Quadro 3.3 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de desenvolvimento do processo ofensivo, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ) Desenvolvimento do Processo Ofensivo AC Vila Meã R-5 R-4 R-3 R-2 R-1 Conduta Critério R+1 R+2 R+3 R+4 R+5 Pip(2 ,66) RJl(3,40) PFr(3,53) PPl(2,27) Pdt(4,30) RJl(4,13) Z5(3,01) PFr(2,24 ) PPt(3,74 ) SPsr(3,4 9) Spsa(2, 24) RJl(5,45 ) Passe curto/ Médio Z5(1,97) SPsr(2,90 ) RJl(4,91) Z5(3,46) Pdf(2,37) SPsr(2,12 ) Spsa(2,49 ) Pdt(2,67) Pip(2,23) RJl(2,85) PFr(2,80) Fgp(2,22) Pal( 2,70 ) Z1(2, 09) Z4(4,08) Ipi(3,04) Z2(4,55) Z6(2,88) PPt(2,92) Pdf(2,88) SPsr(2,35 ) Passe Longo Z12(2,19) Pal(3,96) RJr(4,20) Fgr82,71) Z12(2,21) PPt(1,96) RJr(3,24) Z10(2,56 ) Spinp(2, 05) Fpc(2,84 ) Fi(2,11) Z10( 2,09 ) Pdf( 2,10 ) Spin p(2, 47) Pdt(3,28) Pr(3,35) PFr(2,16) Pal(2,47) SPsr(2,24 ) Ipgr(2,02) Z5(2,47) Z8(2,91) Pr(3,06) Receção/ controle da bola Z2(2,13) Pdf(2,01) SPsr(2,18 ) Ffr(2,12) Pdt(4,17) RJl(2,61) Ff(2,16) RJl(2,27 ) Pr(2, 51) Fgp( 2,06 ) Pal(2 ,47) RJr(2 ,00) Pma(2,0 0) RJr(1,97 ) RJr(2,28) Z6(2,35) Pdf(3,74) Pal(2,24) RJr(2,71) Ipi(3,01) Z9(2,37) Z12(2,14) RJr(2,40) Condu- ção de bola Z12(3,07) Pdt(2,24) RJr(3,73) Fgl(3,43) RJr(2,71) Fpga(2,32 ) Z12(2,06 ) Fld( 2,04 ) Z8(2, 99) Z8(2,60) Pdt(2,58 ) Pip(2,14 ) Ipi(2,05) Pdf(2,94) Pal(4,18) RJr(2,32) Z9(2,64) Pdf(2,87 ) Pir(2,43) RJr(4,23 ) Z9(5,37) Z12(3,65) Pir(4,19) RJr(4,39) Drible (1x1) Z11(2,48) Z12(2,52) Pdt(2,49) Pir(3,72) RJr(3,57) PPt(4,06) Fi(2,95) Z11(2,27) FfR(2,47) Pdt(3,9 5) Pip(2,1 6) Fgl(2,1 1) Ffr(4,2 9) Pma (2,1 5) 36 Z10( 1,96) Pir(2, 39) Pir(2,54) Z9(2,58) PPt(2,91) RJr(3,42) Z10(2,02) Z12(4,96) Pir(2,33) RJr(4,48) Z10(4,37) Z12(8,05) PPt(3,40) Spinp(4,0 6) RJr(445) Cruza- mento Z11(12,67 ) Z12(2,51) Pir(6,54)7 RJr(2,08) Fpc(6,84) Z11(4,55) PPt(3,62) Fgr(2,25) Fgp(4,30) Z11(2,64) Frd(1,97) Z7(2, 83) Z10( 2,15) Spin p(3,1 2) Z10(2,10) Pma(3,17 ) Z10(2,85) Z12(4,32) Pir(2,09) Z10(2,64) Z11(2,50) Z12(2,68) PPl(2,75) Z11(6,67) Z12(4,31) Pir(3,21) Remate Z11(8,59) Pir(3,51) Z11(3,62) Fi(5,55) Pdt(2,06 ) Pal(2,66 ) Pir(2,41) Pma (4,0 5) Ff(3, 51) Z9(3, 85) Z10( 4,07) Z12( 2,66) Z12(4,7 6) Z12(4,8 7) PPt(2,48 ) Pir(2,02) RJr(2,21 ) Z2(2,23) Z10(4,01) Z11(5,09) Z12(4,25) Z12(5,02) PPl(2,95) Pal(3,78) Pir(1,98) RJr(2,65) Ipd(2,63) Z2(3,55) Z12(2,46) Z12(3,68) Z12(4,09) PFr(3,44) Pal(4,53) Z2(2,31) Z11(3,16) Z11(3,96) Z12(3,22) Z12(3,76) PFr(2,06) PFr(4,23) Pal(5,14) Pal(5,62) Pir(3,05) Pir(3,65) ….. Z11(2,52) Z11(3,22) PFr(2,12) Pma(2,20 )Pal(2,03) Pal(2,24) Fi(5,57) Pal(2,46) Pal(2,47)7 Pal(2,52) Ff(2,46) PPt(2,27 ) Fgr(3,27 ) Fld(2,50) Fld(2,99) Z8(2 ,09) Z12( 2,70 ) PPt( 2,93 ) Ddu( 2,32 ) Como se pode observar as condutas de desenvolvimento do processo ofensivo têm grande variabilidade quer, retrospetivamente quer prospetivamente. A conduta de passe curto/médio é precedida por uma grande variabilidade na direcção do passe (com passes para frente, para trás, para o lado e diagonal para trás). Em termos de contextos de interação verifica-se também uma grande mudança, passando de uma igualdade pressionada para no momento que precede o passe curto/médio uma superioridade quer relativa quer absoluta. Ao nível do ritmo de jogo verifica-se que, retrospetivamente esta conduta desenvolve-se em ritmo lento. Deste modo, analisando-se estes resultados em conjunto com o fato de ser ativado o ritmo de jogo lento, parece evidenciar-se o prolongamento da posse da bola, retardando a progressão até ao momento em que as condições sejam mais favoráveis para a bola circular pelos espaços criados, fazendo a bola circular por zonas mais recuadas (zona 5). Prospetivamente, esta conduta ativa o final atingindo o quarto ofensivo de forma controlada com eficácia, através da marcação de grande 37 penalidade. Esta conduta ativa ainda o passe para a frente, o passe diagonal para a frente e o passe para o lado e o passe alto. Ao nível espacial a zona ativada com maior regularidade é a zonas 5. Esta conduta de passo curto/médio desenvolve-se, prospetivamente, em contextos de interacção de superioridade relativa e até mesmo de superioridade absoluta (retardo +2) mas depois esta vantagem numérica no centro do jogo perde-se, passando a igualdade pressionada. No que diz respeito à conduta de passe longo, esta é precedida por início por interceção (retardo -2), no setor defensivo (zona 2) e médio defensivo (zona 6), Em termos do passe, esta conduta é ativada quer por passe diagonal para a frente quer por passe para trás em contexto de superioridade relativa. Prospetivamente, o passe longo ativa, frequentemente, os finais com eficácia por remate defendido pelo guarda-redes adversário na zona 12 (retardo +1) e pontapé de canto na zona 10 (retardo +4) e os finais sem eficácia por infracções às leis do jogo (retardo +4). Esta conduta tende a aumentar o ritmo de jogo (retardo +1) em contextos de interação de igualdade não pressionada. Pode também, prospetivamente ativar o passe alto, o passe para a frente e o passe para trás nas mesmas zonas do setor ofensivo. A conduta por receção/controlo de bola é, regularmente, precedida de uma ação do guarda-redes. Em termos de passe esta conduta é ativada por passe diagonal para trás, passe para a frente, passe raso ou alto. Estes comportamentos verificam-se em superioridade relativa. Prospetivamente, a receção/controlo de bola ativa os finais por remate fora (retardo +1), por lançamento para fora (retardo +2) e por grande penalidade (retardo +5). O contexto de interação de superioridade relativa mantém-se, mas agora com um ritmo de jogo lento. O desenvolvimento por condução de bola é antecedido por um início por interceção em zonas avançadas do terreno (zonas 9 e 12) e em ritmo de jogo rápido. Para além disso, nota-se que a condução de bola é ativada por passe diagonal para a frente, podendo ser a meia altura ou alto e com um ritmo de jogo alto. Prospetivamente a conduta por condução de bola ativa os finais com obtenção de golo, por passe para a grande área e por livre direto. Esta conduta tende a desenvolver-se na zona 12 e a um ritmo de jogo rápido. Pela análise à conduta critério drible podemos verificar que esta é precedida por início por interceção. Esta conduta é também ativada por passe diagonal para 38 trás e passe diagonal para a frente, em contextos de interação desfavoráveis de igualdade pressionada e inferioridade relativa. Retrospetivamente, são activadas as zonas 8, 9 e 12 e o ritmo jogo é rápido. A seguir ao drible, o processo ofensivo desenvolve-se no último terço (zonas 11 e 12) e pode finalizar com a obtenção de golo, remate fora e por infracções às leis de jogo. Para além disso, esta conduta ativa o passe para trás o passe diagonal para trás. O ritmo de jogo mantém-se rápido e os contextos de interação de igualdade pressionada e de inferioridade relativa também. O desenvolvimento do processo ofensivo por cruzamento, é precedido do passe para trás nas zonas 9, 10 e 12. Os momentos imediatamente anteriores a esta conduta são realizados em igualdade não pressionada, em inferioridade relativa e em ritmo de jogo rápido. Após o cruzamento, frequentemente, nota-se que há a obtenção de um pontapé de canto e, podendo também a sequência ofensiva acabar com remate à baliza, remate defendido pelo guarda-redes adversário ou com obtenção de grande penalidade. Normalmente, estes comportamentos verificam-se nas zonas 11 e 12. O desenvolvimento do processo ofensivo por remate é precedido por passes para as zonas do setor ofensivo (10, 11 e 12) ativando o ritmo de jogo rápido. Verifica-se, também o passe para o lado, podendo ser a meia altura ou alto. Em termos de contextos de interação, podem ser de igualdade não pressionada e de inferioridade relativa. Prospetivamente, o desenvolvimento por remate ativa os finais por infracção às leis do jogo e lançamento para fora na zona 11 em contextos de interacção inferioridade relativa. Nota-se ainda que esta conduta desenrola-se por passe diagonal para trás, a meia altura ou alto. 3.2.3 Análise do final do processo ofensivo 39 Quadro 3.4 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de final do processo ofensivo com eficácia, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ) Final do Processo Ofensivo Com Eficácia Conduta Critério AC Vila Meã R-5 R-4 R-3 R-2 R-1 Z8(2,59) Dcd(3,46) Golo Ddr(3,90) Ddu(2,02) Dcz(2,43) Z4(4,26) Z11(2,26) Ppt(2,64) Pip(2,58) Z4(3,81) Z8(2,11) Pir(2,49) Spinp(2,11) Ddr(2,10) Z4(5,06) Pdt(4,16) Pal(2,24) Spinp(2,35) Dpl(2,19) Dcz(2,03) Z4(3,16) PFr(3,66) RJl(2,34) Dpl(3,16) Z7(2,09) Z11(2,72) Z11(2,59) Pal(2,58) RJl(3,03) Remate Ipgr(2,24) Dcd(2,22) Drc(2,05) Z5(2,37) Z8(2,25) PPl(3,19) Dpc(2,31) Dpl(2,93) Ddu(2,73) Dia(2,44) Z12(2,11) PFr(2,31) PPl(2,95) Pma(2,31) Pip(2,55) Drc(1,97) Z5(2,61) Z12(2,22) PFr(2,57) Dcd(2,69) Dcz(3,95) Z12(1,96) Ddu(2,33) Z12(2,48) FSOC Z2(2,02) Dcd(2,47) Dpc(2,59) Fpga Analisando o final das sequências ofensivas que terminam em golo, verifica- se que estas são precedidas, regularmente, por condução de bola. Em relação aos finais por remate, retrospetivamente, são ativados, frequentemente, por drible, duelo e por cruzamento. Esta conduta critério é, com regularidade, activada por passe longo, mas também pode ser por passe para trás ou passe diagonal para trás. Em termos espaciais são várias as zonas ativadas, sendo que o jogo tende a desenvolver-se no corredor esquerdo (zonas 4 e 7) e terminar na zona 11. Esta zona do terreno, a mais próxima da baliza adversária, é a que apresenta maior força de coesão com o final por remate. O contexto de interação que ativa esta conduta é desfavorável, pois estando a equipa adversária equilibrada defensivamente existindo uma grande aglomeração de jogadores com o intuito de impedir a finalização com sucesso. Fato que, também pode explicar que o ritmo de jogo seja lento. As sequências ofensivas que terminam quando o portador da bola atinge o quarto ofensivo de forma controlada, revelam grande variabilidade de acções. Estes 40 finais tendem a iniciar-se por ação do guarda-redes (retardo -5). Esta conduta pode desenvolver-se através de passe curto/médio e passe longo (podendo ser para a frente ou para o lado), condução de bola, receção/controlo de bola, duelo, cruzamento. As zonas mais vezes ativadas são as 5, 8 e 12 em contexto de interação de igualdade pressionada. Os finais por passe para dentro da grande área são precedidos por passe curto/médio e condução de bola. Quadro 3.5 - Padrão de conduta definitivo para as condutas critério de final do processo ofensivo sem eficácia, tendo como condutas objeto as condutas comportamentais (DPO, FPO); as condutas estruturais e as contextuais (CJ, RJ) Final do Processo Ofensivo Sem Eficácia Conduta Critério AC Vila Meã R-5 R-4 R-3 R-2 R-1 RJr(2,12) Recuperação da posse de bola pelo adversário Z6(2,27) Dpl(2,11) Z6(2,81) PFr(3,16) PPl(2,45) Z10(2,34) Z11(2,81) Final por infração às leis do jogo Nos finais do processo ofensivo com recuperação de bola pelo adversário há pouca informação a referir. Esta conduta apenas é precedida por um ritmo de jogo rápido. Quando analisado o final por infracção às leis do jogo, observamos que é activada por passe longo, passe para o lado e passe para a frente. As zonas 10 e 11 são as que mais potenciam os finais por infração às leis do jogo. 4. Conclusão Os resultados anteriormente apresentados parecem evidenciar regularidades e especificidades relativamente à forma como se iniciam, desenvolvem e terminam as sequências de contra-ataque, ataque rápido e ataque posicional da equipa do Atlético Clube Vila Meã. O inicio do processo ofensivo por interceção revela que a equipa, numa primeira fase procura transitar rápido da zona de conquista da bola para zonas mais 41 avançadas no terreno em condução e numa 2ª fase de transição com passes longos. Podendo-se ainda dizer que, quando a equipa inicia o processo ofensivo por interceção atinge sempre zonas de perigo para o adversário. O início do processo ofensivo por acção do guarda-redes desenvolve-se no corredor esquerdo (zonas 4 e 7) e, frequentemente dá origem a obtenção de pontapé de canto em contextos de interação de superioridade relativa. Durante o desenvolvimento de processo ofensivo por passe curto ou médio, ao ser ativado o ritmo de jogo lento parece evidenciar-se o prolongamento da posse da bola, com passes diagonais para a frente e passes diagonais para trás, retardando a progressão até ao momento em que as condições sejam mais favoráveis para a bola circular pelos espaços criados. Esta conduta acaba algumas vezes por dar origem a obtenção de grande penalidade. O desenvolvimento por passe longo tende a aumentar o ritmo de jogo em contextos de interação de igualdade não pressionada e promove, frequentemente, os finais com eficácia por remate defendido pelo guarda-redes adversário na zona 12 e pontapé de canto na zona 10. A conduta por condução de bola desenvolve-se, frequentemente na zona 12 com um ritmo de jogo rápido e o processo ofensivo acaba muitas vezes com remate com obtenção de golo, com passe para a grande área e com marcação de livre direto. O desenvolvimento por drible verifica-se, regularmente, no último terço (zonas 11 e 12) e pode finalizar o processo ofensivo com eficácia, quer com a obtenção de golo quer com remate para fora. Nos momentos que antecedem o desenvolvimento do processo ofensivo por cruzamento, verifica-se, com regularidade, o passe para trás nas zonas 9, 10 e 12. Após o cruzamento, a equipa consegue obter pontapés de canto e, podendo até a sequência ofensiva acabar com remate à baliza, remate defendido pelo guarda- redes adversário ou com obtenção de grande penalidade. Normalmente, estes comportamentos verificam-se nas zonas 11 e 12. No que diz respeito aos finais por remate, o jogo tende a desenvolver-se no corredor esquerdo (zonas 4 e 7) e terminar na zona 11. Esta zona do terreno, a mais 42 próxima da baliza adversária, é a que apresenta maior força de coesão com o final por remate. 43 Capítulo IV - União Nogueirense Futebol Clube 1.Avaliação do contexto 1.1 Análise da actividade: acções e tarefas desenvolvidas A integração na equipa técnica do União Nogueirense Futebol Clube permitiu dar continuidade ao estágio. Assim, este estágio compreende diferentes acções e tarefas, sendo elas:  Acompanhamento ativo à equipa técnica do clube em todos os processos associados à equipa sénior;  Elaboração do material de observação e análise das equipas adversárias - relatório individual, relatório colectivo, vídeos;  Filmagem de jogos da própria equipa sempre que necessário. 2. Análise do envolvimento 2.1 Região, local e envolvimento O União Nogueirense Futebol clube está sediado em Nogueira da Maia, concelho da Maia. A Maia é neste ano de 2014 a Cidade Europeia do Desporto e durante este ano serão realizadas mais de 250 atividades desportivas [http://www.cm-maia.pt]. 2.2 Historial do clube 44 O União Nogueirense Futebol Clube foi fundado em 1933, tendo, por isso, à data 81 anos. Nos últimos 10 anos o clube esteve inserido em campeonatos nacionais e distritais [http://www.zerozero.pt]. Quadro 4.1 – Histórico de competições nas últimas 10 épocas desportivas – UNFC Época Campeonato Taça de Portugal (elim. alcançada) 2003/2004 2004/2005 2005/2006 2006/2007 2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011 2011/2012 2012/2013 2013/2014 3ª Divisão Nacional AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra 3ª Divisão Nacional AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra AFP Divisão de Honra AFP Div. D´Elite Pro-Nacional 4ª Eliminatória Informação não disponível 1ª Eliminatória Informação não disponível 1ª Eliminatória Informação não disponível Informação não disponível Informação não disponível Informação não disponível Informação não disponível 1ª Eliminatória Nesse período, o clube obteve uma subida de divisão na época 2006/2008. No quadro 4.1 estão identificadas as competições que o clube disputou nesse período [http://www.zerozero.pt]. De referir que, não foi possível encontrar toda a informação no que diz respeito à Taça de Portugal. Figura 4.1 - Símbolo oficial do UNFC 45 2.3. Recursos Humanos Atualmente, António Alves é o Presidente da Direção do União Nogueirense Futebol Clube. Quadro 4.2 – Direção do UNFC No quadro 4.3 está identificada a equipa técnica do União Nogueirense Futebol Clube. Quadro 4.3 – Equipa Técnica do UNFC De referir que, a equipa técnica começou a exercer funções já no decorrer da época, tendo as mesmas sido iniciadas a meados de Dezembro de 2013. No quadro 4.4 é apresentado o staff de apoio à equipa. Direção António Alves Presidente Feliciano Mesquita Vice-Presidente Rui Ponte do Reis Vice-Presidente Fernando Moreira Carlos Oliveira Vice-Presidente Diretor Sérgio Leite Coordenador Futebol Formação Equipa Técnica Rui Araújo Treinador Principal Américo Arruela Treinador Adjunto Rui Marques Treinador Guarda-Redes Pedro Mendes Observador 46 Quadro 4.4 – Staff de apoio à equipa do UNFC Staff de apoio João Silva Rita Silva Lina Massagista Massagista Técnica de Equipamentos 2.4 Recursos Materiais O clube dispõe de um estádio próprio no qual é realizado todas as actividades relacionadas com o futebol sénior com as camadas jovens. O Estádio Municipal de Nogueira foi inaugurado a 6 de Agosto de 2005 e tem capacidade para 2000 pessoas. Figura 4.2 – Estádio Municipal de Nogueira O Estádio Municipal de Nogueira possui:  1 Campo relvado sintético (110 x 75 metros)  3 Balneários;  2 Gabinetes técnicos;  1 Departamento de futebol sénior;  1 Departamento de camadas jovens;  1 Departamento médico; 47  Rouparia;  1 Banheira para banhos de gelo e/ou banhos quentes;  Secretaria;  Tesouraria;  Sala da Direção;  Café Bar A nível de treino no relvado o material existente é:  Balizas móveis de futebol de 7;  20 Bolas Macron;  8 Mini - barreiras;  40 Sinalizadores;  20 Cones;  4 Jogos de coletes. 2.5 Quadro Competitivo Na época desportiva 2013/2014 o União Nogueirense Futebol Clube disputa a Divisão D’Elite da Associação de Futebol do Porto, a Taça de Portugal e a Taça da AFP, denominada Taça Brali. Como anteriormente já foram identificados os clubes participantes na Divisão D’Elite Pro-Nacional torna-se prescindível enumerá-los de novo. No quadro 4.5 estão identificadas as jornadas respeitantes ao União Nogueirense Futebol Clube no campeonato. 48 Quadro 4.5 – Jogos do UNFC na Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP Jornada Jogo Local 1 União Nogueirense F.C. x Aliados Lordelo Maia 2 F.C. Pedras Rubras x União Nogueirense F.C Pedras Rubras 3 União Nogueirense F.C x C.F. Olivedo Douro Maia 4 A.D. Lousada x União Nogueirense F.C Lousada 5 C.D. Candal x AC Vila Meã Gaia 6 União Nogueirense F.C x Sobrado Maia 7 Rebordosa x União Nogueirense F.C Rebordosa 8 União Nogueirense F.C X São Martinho Maia 9 Serzedo x União Nogueirense F.C Gaia 10 União Nogueirense F.C x S. Pedro Da Cova Maia 11 Infesta x União Nogueirense F.C Vila Meã 12 União Nogueirense F.C x Padroense Maia 13 Barrosas x União Nogueirense F.C Felgueiras 14 União Nogueirense F.C x Leça Maia 15 Rio Tinto x União Nogueirense F.C Rio Tinto 16 União Nogueirense F.C x Valonguense Maia 17 A.C. Vila Meã x União Nogueirense F.C. Vila Meã 18 União Nogueirense F.C x Paredes Maia 19 Varzim “B” x União Nogueirense F.C Póvoa Do Varzim 20 Aliados Lordelo x União Nogueirense F.C Lordelo 21 União Nogueirense F.C x F.C. Pedras Rubras Maia 22 Oliveira Do Douro x União Nogueirense F.C Gaia 23 União Nogueirense F.C x A. D. Lousada Maia 24 União Nogueirense F.C x C. D. Candal Maia 25 Sobrado x União Nogueirense F.C Sobrado 26 União Nogueirense F.C x Rebordosa Maia 27 São Martinho x União Nogueirense F.C Rio Tinto 28 União Nogueirense F.C x Serzedo Maia 29 S. Pedro Da Cova x União Nogueirense F.C São Pedro Da Cova 49 30 União Nogueirense F.C x Infesta Maia 31 Padroense x União Nogueirense F.C Matosinhos 32 União Nogueirense F.C x Barrosas Maia 33 Leça x União Nogueirense F.C Leça Da Palmeira 34 União Nogueirense F.C x Rio Tinto Maia 35 Valonguense x União Nogueirense F.C Valongo 36 União Nogueirense F.C. x A.C. Vila Meã Maia 37 Paredes x União Nogueirense F.C Paredes 38 União Nogueirense F.C x Varzim S.C. “B” Maia Pelo fato de se ter começado a exercer funções no clube já no decorrer da época, importa referir que por essa altura já só se disputava a Divisão D’Elite Pro- Nacional. Pelo que torna-se desnecessário e prescindível abordar as restantes competições nesta altura. 3. Análise dos praticantes A equipa sénior do clube é constituída por 23 jogadores. No quadro 4.6 são apresentados alguns dados individuais dos jogadores do plantel. 50 Quadro 4.6 – Dados do plantel sénior – UNFC Nome Nacionalidade Idade Posição Pé Pref. Fábio Silva Portuguesa 20 Guarda-Redes D João Pedro Portuguesa 25 Guarda-Redes D Fernandes Portuguesa 22 Defesa Direito D Kaká Portuguesa 19 Defesa Direito D Jorge Pereira Portuguesa 23 Defesa Central D Ricardo Dias Portuguesa 24 Defesa Central D Neto Portuguesa 24 Defesa Central D Coutinho Portuguesa 23 D. Central/Esquerdo E Jota Portuguesa 19 Defesa Esquerdo E André Portuguesa 22 Médio Defensivo D Daniel Suíço Portuguesa 19 Médio Defensivo D Alcino Alves Portuguesa 39 Médio Centro D Ratinho Portuguesa 24 Médio Centro D F. Espincho Portuguesa 22 Médio Centro E Miguel Portuguesa 20 Médio Centro D Dudu Portuguesa 19 Médio Centro D Fábi Cabo-Verdiana 27 Médio Centro D Álvaro Portuguesa 34 Extremo D Fábio Pinto Portuguesa 19 Extremo E César Portuguesa 19 Extremo E Pedrinho Portuguesa 19 Extremo E Napoleão Portuguesa 24 Ponta de Lança D Rody Cabo-Verdiana 22 Ponta de Lança D M=22,956 Como se pode verificar no quadro 4.6 o plantel tem 2 guarda-redes, 7 defesas, 8 médios e 6 avançados. Dos 23 jogadores 17 têm o pé direito como pé preferencial e 6 o esquerdo. A média de idades do plantel é de 23 anos. 51 O quadro 4.7 apresenta o passado mais recente dos jogadores que compõem o plantel sénior do União Nogueirense Futebol Clube. De acordo com o quadro 36, 12 jogadores permaneceram no plantel, sendo que os restantes 11 atletas entraram esta época no clube. Quadro 4.7 - Clubes representados pelos jogadores na época passada – UNFC Nome Clube na época passada Fábio Silva União Nogueirense F.C. João Pedro Ponte Da Barca Fernandes Pedrouços A.C. Kaká União Nogueirense F.C. Jorge Pereira União Nogueirense F.C. Ricardo Dias Mocidade Sangemil A.C. Neto C.D. Candal Coutinho União Nogueirense F.C. Jota União Nogueirense F.C. André Queiroz C.D. Candal Daniel Suíço União Nogueirense F.C. Alcino Alves União Nogueirense F.C. Ratinho União Nogueirense F.C. F. Espincho S.C. Rio Tinto Miguel Ginásio de Alcobaça Dudu União Nogueirense F.C. Fábi S.C. Rio Tinto Álvaro F.C.Perafita Fábio Pinto União Nogueirense F.C. César União Nogueirense F.C. Pedrinho União Nogueirense F.C. Napoleão Vila F.C. Rody Famalicão 52 4. Periodização do treino O microciclo padrão presente ao longo da época é apresentado no quadro 4.8. De referir, que, simultaneamente, treinam dois escalões, pelo que a maior parte das unidades de treino são em meio campo, com a exceção do treino de 5ª feira onde a equipa tem todo o campo disponível. Os treinos nunca excedem os 90 minutos de duração. Quadro 4.8 – Microciclo Padrão - UNFC Microciclo padrão 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Domingo Treino Folga Treino Treino Treino Folga Jogo 5. Observação e análise: planificação e execução Quadro 4.9 - Calendarização dos jogos dos adversários - UNFC Jª Jogo Jª Jogo observado 19 Varzim B x União Nogueirense F.C 19 Padroense x Candal 20 A. Lordelo x União Nogueirense F.C 20 Pedras Rubras x Lousada 21 U. Nogueirense F.C x Pedras Rubras 21 Lousada x Oliveira Do Douro 22 Oliv. Do Douro x U. Nogueirense F.C 22 Leça x Barrosas 23 União Nogueirense F.C x Lousada 23 Sobrado x Oliveira Do Douro 24 União Nogueirense F.C x Candal 24 Oliv. Do Douro x Rebordosa 25 Sobrado x União Nogueirense F.C 25 S. Martinho x Oliv. Do Douro 26 União Nogueirense F.C x Rebordosa 26 Oliveira Do Douro x Serzedo 27 S. Martinho x União Nogueirense F.C 27 S. P. Cova x Oliv. Do Douro 28 União Nogueirense F.C x Serzedo 28 Oliveira Do Douro x Infesta 29 S. Pedro Da Cova x U. Nogueirense F.C Obs.: cessação de funções 53 Como acima apresentado no quadro 4.9, a observação e filmagem do jogo do adversário respeitante aos jogos do campeonato foi realizada duas jornadas antes (com a exceção da 19ª e 20ª jornadas) tendo em conta o fato da nossa equipa jogar em casa ou fora contra determinado adversário. Desta forma, aquando dos jogos realizados em nossa casa realizou-se a observação e filmagem do adversário quando este jogou fora. De referir que as equipas Varzim B e Aliados Lordelo não foram alvo de filmagem de jogos, pois esse trabalho já tinha sido realizado recentemente aquando do estágio no Atlético Clube de Vila Meã. 6. Definição de objectivos 6.1 Objetivos da intervenção profissional No âmbito da observação e análise das equipas adversárias, os procedimentos acima descritos têm como objectivos:  Conhecer a equipa adversária;  Identificar forças e debilidades dos adversários;  Estabelecer estratégias da equipa para cada jogo;  Melhorar o rendimento desportivo coletivo da equipa. 6.2 Objetivos a atingir com a população alvo Na época desportiva 2013/2014 o União Nogueirense Futebol Clube, estabeleceu como objetivo a manutenção na Divisão D’Elite Pro-Nacional. 54 7. Resultados dos conteúdos e estratégias de intervenção profissional Antes de serem apresentados os resultados desportivos, importa referir o início de funções no clube foi a 21 de Janeiro de 2014. Todavia, no quadro 4.10 estão representados os resultados desde a 14ª jornada, altura que a equipa técnica iniciou funções. Quadro 4.10 - Resultados de jogos do UNFC na Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP - 14ª a 29ª jornada Data Jª Competição Adversário Local Resultado 15/12/2013 14 Elite Leça C 1 – 0 22/12/2013 15 Elite Rio Tinto F 1 – 1 5/1/2014 16 Elite Valonguense C 1 – 1 12/1/2014 17 Elite Vila Meã F 1 – 1 19/1/2014 18 Elite Paredes C 0 – 0 25/1/2014 19 Elite Varzim “B” F 1 – 1 2/2/2014 20 Elite Aliados Lordelo F 1 – 0 9/2/2014 21 Elite Pedras Rubras C 0 – 3 16/2/2014 22 Elite Oliveira Do Douro F 0 – 1 23/2/2014 23 Elite A. D. Lousada C 2 – 1 2/3/2014 24 Elite C. D. Candal C 0 – 2 9/3/2014 25 Elite Sobrado F 0 – 1 16/3/2014 26 Elite Rebordosa C 1 – 2 23/3/2014 27 Elite São Martinho F 1 – 3 30/3/2014 28 Elite Serzedo C 1 – 2 6/4/2014 29 Elite S. Pedro Da Cova F 0 – 1 Nos 15 jogos disputados a equipa obteve duas vitórias, 5 empates e 8 derrotas, somando 11 pontos. Nesses jogos a equipa marcou 11 golos e sofreu 20. Na classificação geral ocupa o 20º lugar da classificação geral (quadro 4.11). 55 Quadro 4.11 – Classificação geral Divisão D’Elite Pro-Nacional da AFP à 29ª jornada Equipa J V E D GM GS Pontos 1º Sobrado 29 21 4 4 52 25 67 2º Oliveira do Douro 29 16 8 5 54 31 56 3º Paredes 29 12 13 4 50 35 49 4º Serzedo 29 14 5 10 50 39 47 5º Pedras Rubras 29 13 7 9 36 30 46 6º S. Martinho 29 13 7 9 38 33 46 7º Candal 29 11 11 7 40 37 44 8º Padroense 29 11 8 10 44 38 41 9º Aliados Lordelo 29 9 13 7 44 38 40 10º Rio Tinto 29 11 6 12 40 41 39 11º Leça 29 10 8 11 31 31 38 12º Varzim B 29 10 6 13 30 34 36 13º A.C. Vila Meã 29 10 5 14 48 59 35 14º Valonguense 29 8 10 11 36 47 34 15º Rebordosa 29 9 6 14 30 40 33 16º Lousada 29 8 8 13 34 39 32 17º S.Pedro Da Cova 29 8 6 15 25 44 30 18º Barrosas 29 9 3 17 26 47 30 19º Infesta 29 7 6 16 29 40 27 20º Nogueirense 29 5 10 14 26 45 25 Nota para o fato de que a essa altura, 29ª jornada, decidiu-se terminar funções no clube por se entender que não existia capacidade nem condições para melhor a situação da equipa no campeonato. 8. Avaliação do cumprimento dos objectivos O rendimento desportivo obtido na Divisão D’Elite Pro-Nacional não permitiu alcançar o objectivo establecido de manter o clube na divisão, tendo-se terminado funções no clube antes do fim do campeonato. 56 Capítulo V - Conclusão Pode-se dizer que o Estágio teve um duplo contexto devido ao fato de ter sido realizado em dois clubes diferentes. Um contexto no Atlético Clube Vila Meã e outro contexto no União Nogueirense Futebol Clube. Daí que se considere pertinente apresentar as conclusões finais de uma forma tripartida, isto é, particular e especificamente de cada clube e em termos gerais daquilo que foi se vivenciando ao longo da época. Deste modo, e particularmente, as principais conclusões do Estágio no Atlético Clube Vila Meã são:  O clube possui atualmente boas condições estruturais e organizativas tendo em conta o quadro competitivo onde está inserido;  A planificação da época desportiva realizou-se antes do início da pré-época e foram abordados vários itens: o conhecimento do contexto do clube, a caracterização do quadro competitivo, a atribuição de tarefas aos elementos da equipa técnica, a elaboração do Modelo de Jogo, a definição de objectivos, a contratação de jogadores, a periodização dos treinos e dos jogos-treino;  É importante transmitir aos jogadores desde muito cedo aquilo que se pretende deles e a forma de trabalhar da equipa técnica;  A visualização do vídeo do comportamento da equipa em competição e sua posterior avaliação de desempenho permite um aumento qualitativo na análise de jogo. E, particularmente, as conclusões do Estágio no União Nogueirense Futebol Clube são:  O clube possui atualmente razoáveis condições estruturais e organizativas tendo em conta o quadro competitivo onde está inserido; 57  O início de funções da equipa técnica a meio da época implica um ajustamento rápido às condições e recursos disponibilizados pelo clube;  É importante fazer uma abordagem ao contexto do clube, caraterizar o quadro competitivo, atribuir tarefas aos elementos da equipa técnica, elaborar o Modelo de Jogo, definir objetivos e abordar a contratação de jogadores. Em termos gerais o Estágio nestes dois clubes permitiu concluir que:  Os objectivos desportivos deverão ser definidos conhecendo as reais capacidades e potencialidades da equipa e tendo em conta o quadro competitivo onde está inserida;  É importante o acompanhamento da estrutura diretiva do clube à equipa, disponibilizando todos os recursos necessários à obtenção dos objectivos;  Todas as decisões tomadas pela equipa técnica na gestão do plantel e da competição deverão ser muito bem ponderadas para não haver desvios em relação ao que é fundamental;  O recrutamento do plantel deverá ter em conta fatores como o orçamento de salários disponível, a constituição do plantel, o modelo de jogo, os objetivos definidos e as caraterísticas pessoais dos jogadores;  Através da observação e filmagem em vídeo dos jogos dos adversários consegue-se um conhecimento mais profundo das equipas e, por conseguinte prepara-se melhor a competição;  A este nível competitivo, todas as informações necessárias para realização da observação e análise dos adversários nem sempre são fáceis de encontrar;  A transmissão de informação aos jogadores deverá ser sucinta de maneira a que estes consigam assimilar o que lhes é dito;  É importante estar atento a todos os comportamentos dos jogadores para uma melhor gestão do plantel;  Os capitães de equipa são importantes e podem participar na tomada de decisões respeitantes à gestão do plantel; 58  É importante perceber os problemas pessoais dos jogadores e ter a sensibilidade para lidar com eles. Após o final deste Estágio reconhece-se que as situações vivenciadas nesta época nem sempre foram as melhores, mas importa agora trabalhar na procura de um futuro melhor. 59 Referências Barbosa. J. (2011). Relatório Final de Estágio Profissionalizante realizado na equipa sénior de futebol do Clube Desportivo de Tondela na Época Desportiva 2010/2011. Dissertação de Mestrado. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana. Câmara Municipal da Maia. 2014. Maia, Cidade Europeia do Desporto 2014. Recuperado em 27 e Janeiro de 2014, de URL http://www.cm- maia.pt/cidadeeuropeiadodesporto Câmara Municipal de Amarante. Amarante. Recuperado em 1 de Agosto de 2013, de URL http://www.cm-amarante.pt/amarante Castelo, J. (Ed.). (1994). Futebol - modelo técnico-táctico. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana. Garganta, J. (2001). A análise da performance nos jogos desportivos - Revisão acerca da análise do jogo. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 1(1), 57-64. Laranjeira, J. (2009). Análise Sequencial do Processo Ofensivo em Futebol. Chelsea FC: época desportiva de 2004-2005. Um Estudo de caso. Dissertação de Licenciatura. Porto: FADEUP. Sarmento, H., Anguera, M. T., Campaniço, J., & Leitão, J. (2010). Development and validation of a notational system to study the offensive process in football. Medicina (Kaunas), 46(6), 401-407. Sarmento, H. (2012). Análise do jogo de futebol – Padrões de jogo ofensivo em equipas de alto rendimento: uma abordagem qualitativa. Tese de doutoramento. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real. 60 Anexo I Exercícios Treino Complementar RITMO SUB MÁXIMO RITMO MODERADO AFUNDO 20’’ / EXERCICIO LEG CURL FLEXÃO QUADRIL STIFF COM BARRA AGACHA MENTO + SALTO EXTENSÃO QUADRIL + ELEVAÇÃO MI LUNGE À RETAGU ARDA 61 ANEXO II Relatório de Observação Individual Nome Nacionalidade Nº Posição Idade Peso (Kg) Altura (m) Pé Observações GR GR GR DEFESA DEFESA DEFESA DEFESA DEFESA DEFESA DEFESA DEFESA MÉDIO MÉDIO MÉDIO MÉDIO MÉDIO MÉDIO AVANÇADO AVANÇADO AVANÇADO AVANÇADO AVANÇADO AVANÇADO TREINADOR 62 ANEXO III Relatório de Observação Coletiva SISTEMA DE JOGO MÉTODO DE JOGO OFENSIVO ORGANIZAÇÃO OFENSIVA TRANSIÇÃO OFENSIVA ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA TRANSIÇÃO DEFENSIVA BOLAS PARADAS - ATAQUE Cantos (D) Marcadores: Pé Preferencial: Cantos (E) Marcador: Pé Preferncial: Livres Diretos Marcadores: Pé Preferencial: BOLAS PARADAS - ATAQUE BOLAS PARADAS - ATAQUE Livres Indiretos (D) M rcadores: Pé Preferencial: Livres Indiretos (E) Marcador: Pé Preferencial: 63 BOLAS PARADAS - ATAQUE Lanç. Laterais (D) Lanç. Laterais (E) BOLAS PARADAS - DEFESA Cantos Livres Indiretos PONTOS FRACOS PONTOS FORTES JOGADORES MAIS INFLUENTES JOGADORES ADAPTADOS OBSERVAÇÕES